quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Dia dos namorados

É com o coração em aperto que vos falo. Se a próxima sexta é daquelas malandrecas que apostou na casa 13, muito pior é o dia que se segue. Dia 14, dia dos namorados! A combinação do dia dos namorados com a crise económico-financeira actual pode ditar o colapso total dos alicerces da sociedade ocidental. Se é verdade que podemos deixar de pagar a casa, a conta da luz, água, telefone, comida, até de cerveja, o que é certo é que não podemos deixar de comprar um presente maravilhoso para a nossa cara metade. Maravilhoso? Tomara não ser recebido como reles ou mediocre. A mim basta-me um sorriso amarelo e um "tão querido". Tão pouco me importo de ir despejar os restos do jantar e encontrar um objecto exactamente igual ao que ofereci horas antes. Basta-me não abrir uma frente de batalha que não posso ganhar. A fraqueza masculina pouco pode contra o orgulho feminino. Deus no alto da sua sabedoria fez os homens fortes e peludos e as mulheres frageis e...peludas, algumas. No entanto fez-nos dependentes dos nossos desejos carnais e portanto dependentes das mulheres. Se durante tempos era possível convencer as mulheres à paulada, hoje em dia a coisa está mais dificil. Tarefa ardilosa esta de agradar às mulheres! Estou convencido que muitos gays só se tornaram gays, não por terem grande afinidade por pilinhas, mas por estarem fartos de levar com presentes nos dentes, sobretudo relógios de parede ou aparadores para a sala de estar. Aborrece qualquer um receber em troca de um presente, uma estadia forçada do Hospital de Santa Maria. Dizem que os tempos de crise apelam à criatividade. Falar é fácil. Já pensei em oferecer uma viagem. Com a crise, só pode ser para uma pessoa e só de ida. "É a crise, querida!". "São 6 meses de abstinência, querido!" Embrulha! Acho que vou reviver os tempos de primária. Faço uma carta em que digo "amo-te muito!" e depois coloco "também me amas?" e em vez das opções costumeiras: "Sim", "Não" ou "Talvez", coloco "Amo-te ao ponto de ir já buscar umas cervejinhas bem frescas e umas pevides e deixar-te ver sossegado a habitual sessão contínua de futebol de sábado à tarde", "Detesto-te ao ponto de me ir já embora daqui e deixar-te a ver a sessão contínua de futebol, sozinho", "Talvez te ame, mas só te digo depois de veres bem descansado a sessão de futebol...até te vou buscar umas cervejinhas enquanto esperas pela minha resposta definitiva". Depois disto escrevo um poema bem catita e já está. A intenção conta muito, vos digo. É por isso que respeitarei a intenção dela de me negar 6 meses a fio. Vou ter de fazer muito gelo, mas desde que possa assistir descansado às inúmeras sessões contínuas que a Sport tv tem para me oferecer, tudo bem. Nem sempre se pode ter tudo e um Benfica - Olivais e Moscavide em infantis é daquelas maravilhas que não se pode perder.

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