terça-feira, 7 de abril de 2009

A história nunca contada dos X-Files

Muitos de vós não saberão, mas a série "Ficheiros Secretos" tem uma forte ligação a Portugal. Tudo começou numa pitoresca vila alentejana quando o Chico Tibério (CT) apresentou ao mano Jaquim Tibério (JT) uma ideia revolucionária.

(CT) - Mano! Mano! Mano!
(JT) - O que é que vem a ser essa aflição?
(CT) - Tenho uma ideia deveras boa! Que tal fazermos uma série televisiva, hein?
(JT) - Chico, andaste outra vez a fumar coentros? E sobre o quê é que seria essa série?
(CT) - Seria sobre fenómenos paranormais!!! E já tenho muitas ideias!
(JT) - Eu também tenho uma ideia. Que tal ires vestir uns calções de banho, pegares num patinho de borracha e ires banhar-te em estrume de porco?
(CT) - Até já sei como se chamariam as 2 personagens principais: Tonho e Cremilde.
(JT) - Hummm...e que tal Mulder e Scully?
(CT) - Pode ser! Olha o primeiro episódio podia ser sobre um clube que pagou uma factura de um árbitro ao Brasil que usou os 2 nomes do meio para não levantar suspeitas.
(JT) - Ah, meu parolo. Tratou-se de um erro contabilistico perfeitamente normal.
(CT) - E se fosse sobre uma mariscada pago por um dirigente a um árbitro.
(JT) - O homem fazia anos e pagou o jantar a toda a gente do restaurante!
(CT) - Não, foi só á mesa do árbitro!
(JT) - A todas as pessoas cujo primeiro nome fosse Jacinto e o último Paixão. Foi uma coincidencia normal.
(CT) - Então podia ser sobre um pedido de prostitutas para um árbitro .
(JT) - Lá estás tu. Não eram prostitutas, mas sim fruta porque o árbitro andava com défices vitaminicos e o dirigente de um clube, grande filantropo, resolveu providenciar-lhe isso.
(CT) - Mas fruta, café com leite?
(JT) - Sim, que senão ainda embuchava! Tinha de ter alguma coisa para ajudar a ir para baixo.
(CT) - E que tal sobre aquele jornalista que inventou uma história quando aquele luso-brasileiro atirou uma chuteira a um árbitro e ele escreveu, em conluio com o presidente do clube desse jogador, que ele ponderava abandonar a selecção portuguesa se fosse suspenso por muito tempo e assim só apanhou 1 jogo por isso?
(JT) - Isso foi um episódio normal. O árbitro tinha uma chuteira com um buraco e como calçava o mesmo número que o jogador, este ofereceu-a. Puro fair-play!
(CT) - Então e se fosse aquele treinador que rasgou a camisola a um jogador adversário e um observador viu, mas depois desdisse-se e afinal afirmou que não viu nada e assim a pena sobre o treinador foi bem levezinha?
(JT) - Isso também foi normal. Foi uma forma que o treinador encontrou para mostrar ao adversário que devia lavar a roupa com OMO.
(CT) - Mas até houve conversas gravadas que comprovam pressões dos dirigentes desse clube para o observador se calar!
(JT) - Sim, porque se ele falasse ainda podiam ser processados pelo Tide ou pelo Skip por publicidade clandestina.
(CT) - Então fazemos sobre aquele presidente que recebeu um árbitro em casa dias antes de um jogo que seria arbitrado por esse mesmo árbitro.
(JT) - Lamentável. Esse episódio foi totalmente normal. Tratou-se de resolver problemas pessoais relacionados com o pai do árbitro em questão.
(CT) - Mas as escutas contradizem alguns testemunhos e um dirigente tinha 2 números de telémovel do árbitro e tratava-o por amiguinho?!
(JT) - Se calhar um dirigente de um clube não pode ser amigo de um árbitro, não?
(CT) - Então falamos sobre os fenómenos paranormais que ocorrem num determinado túnel, em que pessoas, sobretudo condutores de árbitros, jornalistas ou dirigentes de equipas visitantes entram de perfeita saúde e saiem com hematomas, testas abertas e outros ferimentos.
(JT) - Isso foi tudo devidamente explicado. São invenções dessas pessoas em busca de atenção. Trata-se duma doença, mas nada de paranormal. Já foi até visto um jornalista ás cabeçadas à parede só para ser capa de jornal.
(CT) - Irra que assim é díficil. Não existem fenómenos paranormais em Portugal!
(JT) - E se fossemos para os Estados Unidos?
(CT) - Boa!

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