segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sou o maior!

Haverá coisa mais engraçada neste nosso mundo que os tipos que se acham e passam a vida a tentar demonstrar que são os maiores? Houve tempos em que me revoltava com estes especimes que passam a vida a levar a melhor, agora acho-lhe piada. São caricaturas de si mesmos.

No fundo não é difícil impor-se num terreno fértil de ignorância. Vou para o meio de agricultores e falo-lhes de teoria quântica. Abeiro-me de uns informáticos e falo-lhes de gajas. Infiltro-me num grupo de miudas e falo-lhe de regras de trânsito. Assim é muito fácil.

Tenho percebido que estes tipos são astutos, ainda que palermas. Antes de se porem a vender a sua suposta sapiência certificam-se da natureza do auditório, não vá alguém mostrar a fraude que eles são. Usam de uma linguagem agressiva e segura. Sabem que uma aldrabice dita com convicção passa a verdade universal no meio certo.

No ginásio há pelo menos 2 tipos desta índole. Cada um deve perceber a jogada do outro, mas nestas andanças da chico-espertice é melhor um pacto de não-agressão. Um confronto só traria a desgraça a ambos. E assim dizem todas as parvoices bacocas e populismos disparatados com uma limpeza digna de um Vapocleaner Titanio 2000. Por vezes não resisto a tirar os fones para assistir ao espectáculo. Não resisto a colocar um sorriso inigmático. Eles pensam que é de concordância e continuam. Eu assisto deliciado e escondo o meu dicionário sorriso-chico espertês que poderia ser aquela onda impiedosa para tão belas construções de areia.

Sem comentários:

Enviar um comentário