sexta-feira, 20 de março de 2009
Metereologia
7h15 da manhã. Entre 10 min de bicicleta e uns abdominais, assisto no ginásio ao espaço de metereologia da RTP1. Para quem não conhece, nem imaginam o que perdem. Há um apresentador, na casa dos 50 e muitos, que quando diz a temperatura prevista para cada cidade, refere sempre algo ligado a essa cidade, sobretudo escritores. "Lisboa, terra de Miguel Torga" ou "Santarém, berço de Bernando Santareno". Não será a meteologia um tema já por si suficientemente aborrecido? É exactamente por isso que nos bons velhos tempos, a meteologia era apresentada de forma muito mais interessante. De resto, mulheres curvilineas combinam bem melhor, tanto com o mapa de Portugal Continental, como com os arquipélagos da Madeira e dos Açores. Acho sempre curioso quando se diz que o frio é psicológico. Relativo. Em certa medida tenho de dar razão a esta afirmação. Um dia com chuva torrencial, ventos ciclónicos e máxima de -5º, quando apresentado por uma pequerrucha marota, será sempre mais apetecível que um dia radiante de sol apresentado por um mestre de cerimónias que conjuga os temas metereologia e literatura erudita.
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Também eu gosto de ver o telejornal de manhã enquanto me visto. Costumo ver a RTP1 ou a SIC, mas quando dá a meteorologia, o trânsito e o "Minuto Verde", como o assunto não me interessa nada e os respectivos apresentadores também não, mudo de canal temporariamente para a TVI.
ResponderEliminarUma grande falha do jornal da manha da TVI é o facto de a meteorologia, ao contrário do resto, ser apresentado apenas através da visualização mapa com o tempo e da explicação oral. Já o Tarot (Sim, é verdade, dão o tarot), o próprio telejornal e as notícias "económicas" (que de Economia pouco têm) são apresentados por mulheres jovens, atraentes e bem (pouco) vestidas. É um regalo para os olhos, mas um tormento para os ouvidos. Então a rapariga que apresenta as noticias "económicas" que se engasga-se na mesma palavra 3,4 ou mesmo 5 vezes seguidas, como com "predominantemente" ou "sustentável", dá pena. Uma coisa é certa, quando se trata de surdos ou ignorantes, o telejornal da TVI é de longe o melhor em Portugal.
Por falar em gajas, hoje no ginásio apareceu uma nova colega. Bem boa, por sinal. Escusado será dizer que jorrava baba por todo o ginásio. Eu, que em termos de babosice, não fico a dever nada a ninguém, parei e pensei: "epá, tenho de ser forte. Esta maçarica chega aqui e fica já toda convencida por tar tudo a olhar para ela. Vou contrariar isso. A missão consistia em não olhar muito para ela e focar-me no exercício e no telejornal da manhã. Cheguei mesmo a ir buscar o mp3 para me distrair. Missão redondamente falhada. Levanto uns bons quilos nas máquinas de musculação, mas em termos de controlo hormonal, sou do mais reles que existe...
ResponderEliminarNão podes lutar contra a natureza. Isso faz-me lembrar um conto de Confúcio:
ResponderEliminarEstava uma tartaruga e uma raposa na margem de um rio onde estava a deflagrar um incêndio. Para sobreviver tinham que atravessar o rio, o que era tarefa fácil para a tartaruga mas impossível para a raposa por si só. Quando a tartaruga já ia a meio do rio a raposa implorou para que a levasse com ela. A tartaruga disse: "Não te vou levar. Assim que me chegue perto de ti vais-me comer." A raposa retorquiu: "Eu salto antes de chegarmos À margem e assim não te poderei comer. Durante a travessia naturalmente que não te vou comer pois morria afogada e quando voltares a esta margem para me apanhar, também não te comerei pois ficaria nesta margem para morrer queimada." A tartaruga perante esta argumentação voltou à margem. Assim que chegou a raposa atacou-a e quando a ia comer a tartaruga disse: "Se me comeres vais morrer queimada!" mas a raposa comeu-a na mesma. A moral da história é que como a raposa, ninguém pode escapar à sua natureza.
Esta é a história que costumo usar como desculpa para quando olho para mulheres...
E ainda um pequeno à parte. Hoje tive que ver o jornal da manhã todo na TVI. A apresentadora estava a dar noticias especialmente interessantes. Um bem-haja aos pais dela e a quem escolheu a roupa que ela usou hoje.