segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Elas comem tudo e não deixam nada

Adoro entrevistas com modelos. Mulheres modelos. Atrai-me a parte estética, mas pasmem-se, sobretudo o conteúdo da conversa. Não quero generalizar mas o grau de futilidade é tal, que 2 minutos depois já me estou a rebolar no chão a rir. Felizmente o chão é fofinho. E depois começo a ver que se aproxima a parte melhor. Aí vem ela, ora mais um pouquinho, já vejo a cabeça da morota, aí está! Tema: comida. Não há uma modelo que admita passar fome! Espectáculo! Elas pesam 40 kg, mas à mesa, fariam corar o Obélix de vergonha. "Sim, sim, eu a virar entremeadas e chocolates não há quem me bata". Espero sinceramente que o façam em refeições distintas, se bem que, aposto, já houve algum infeliz que às 3 da manhã teve de arranjar entremeadas com chocolate para a mulher grávida.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Free Rider

Em economia aprendi que um agente free rider era aquele que usufrui de um determinado benefício proveniente de um bem ou serviço, sem ter contribuído para a existência do mesmo. O exemplo mais óbvio pode ser o de um turista que se encontra em Lisboa que, mesmo sem pagar impostos, usufrui dos serviços de segurança pública.

Assim como na economia, existem muitos comportamentos free rider em outros campos.

Em termos futebolísticos o Hanuch do Sporting foi sem dúvida um deles, tendo usufruído do título de campeão e contribuído tanto para o mesmo como o Barbas do Benfica.

Se de política falarmos, a Dra. Manuela usufruindo de uma imagem de rigor e seriedade é sem dúvida uma free rider, neste caso não só nada fez para contribuir para esta imagem como ainda tem no currículo provas cabais do contrário (operação de cedência de créditos fiscais ao Citigroup e listas de deputados).

E como quem fala da sra. dra. não pode deixar de falar do sr. eng.º, este senhor é sem duvida um free rider,usufruindo de uma imagem de esquerda (por muito próximo do centro que o PS se encontre hoje em dia não deixa de ser de esquerda), quando nenhuma acção da última legislatura fez para merecer este cunho.

Finalmente, em termos cinematográficos, há cerca de uns 15 anos vi um filme onde uma entregadora de pizas tinha um comportamento de free rider quando fez a sua entrega num casarão onde decorria um bacanal lésbico.

PS: Quem é que apostou comigo que não conseguiria fazer um texto com “Hanuch”, “Manuela Ferreira Leite” e “Bacanal Lésbico”? Alguém me deve uma ginginha no Rossio.

Relação pai/filho

Dizem-me que a relação pai/filho é uma relação de amor incondicional. Pois para mim é mais de competição. E bem feroz! Quem embaraça mais quem? O pai parte logo em vantagem porque pode pôr o nome ao filho. Lizete ou Jessica vai concerteza trazer bons momentos de embaraço ao rapaz. No entanto, o filho, com as clássicas birras no supermercado iguala a contenda. Nisto o pai, na festa do 16º aniversário oferece uma caixa de preservativos ao filho e em frente dos 50 amigos(as), dando-lhe conselhos importantes de natureza sexual. Incluíndo, como lhe parece ser o caso, de gostar de rapazes, lembrar o companheiro de usar sempre protecção. Posto isto, e já na casa dos 20 e tais, o filho chega a casa e relata ao "velhote" como na noite passada levou à exaustão 3 frescas da selecção sueca de voleibol, coisa que, o tal "velhote" já nem se devia lembrar do que fazer sequer com uma..."a mãe bem se queixa às vizinhas".

Pois bem meus amigos, o cenário é este. Vocês façam como entenderem. Eu sei exactamente o que fazer. Quando o pequeno nascer tiro-lhe uma fotografia. No dia em que, no jantar de Natal, na presença de toda a família, mostrar o pacote de fraldas para a incontinência aqui do velhote, puxo da fotografia em que ele aparece todo equipado à sporting e com isto acabo a contenda a meu favor. Trigo limpo.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ela é Made In Portugal!



Momento de cultura popular

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ele há coisas...

... que deviam ser proibidas, e uma delas é passar música da Celine Dion nos elevadores à segunda-feira de manhã.
Caramba, esta já uma fase da semana em que a pessoa se sente naturalmente à beira do precipício. Não há necessidade de precipitar o tal passo em frente...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Diacho!

Por detrás de toda a magia e glamour, a indústria da pornografia esconde um lado negro e sombrio de mentira e sacanagem - não, magia e glamour não são 2 actrizes cipriotas, portanto parem lá com as piadas por favor. Quantos jovens não terão enveredado pela profissão de canalizador na esperança de à mínima "ora qual é o cano que é para desentupir?" lhes caiam aos pés moças sedentas de mostrar trabalho? Alguns, senão muitos! E quantos não terão já lançado o querido nariz contra uma parede de betão, na perspectiva de serem atendidos por enfermeiras extraordinariamente solícitas? Para não falar em jovens que seguiram o caminho da religião porque sentiram o "chamamento da fé". Enfim, existe um sem número de mentiras que são perpétuadas pela indústria pornográfica que são lamentáveis. Quem, como eu, comprou um kit canalizador e aspirou fazer carreira no ramo, sabe bem a desilusão que é perceber que a clientela se resume a velhotas de 80 anos. Beijinhos à dona rosa do 5º esq. Bem sei e não posso deixar de enaltecer quem consegue o casamento improvável entre 2 colegiais, uma betoneira, 3 obués e o regimento de cavalaria nº 7. Ainda assim, é triste partir propositadamente meia dúzia de costelas e depois receber curativos de uma enfermeira com o dobro do nosso peso e pêlos faciais, quando há breves minutos o Bob foi atendido por uma equipa de 5 enfermeiras que, apesar da falta de roupa interior indicar alguma indigência, emanam saúde a rodos e não negam um carinho que seja a um pobre enfermo. Para não falar que, não raras vezes, assistimos a discuções entre enfermeiras, que contrasta com o espírito de companheirismo, cumplicidade e entreajuda que o Bob e nós pudemos testemunhar.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Almoçar de borla em 3 passos

Atenção, muita atenção! És danado para patuscadas? Gostas de te empanturrar a expensas alheias? Se é o caso, ouve bem com atenção e segue os seguintes passos:

1. Torna-te presidente de uma qualquer agremiação. Pode ber ser uma associação de defensores de teclados azert, uma associação columbófila ou de fãs do topogigio.

2. Não olhes a meios para tornar a tua associação, a melhor associação do país. Parte teclados qwerty, suborna pombas para terem muitos "meninos", abate o Mickey, o Jerry e todos os restantes ratos famosos. Faz 30 por uma linha, não te esqueças que te espera uma patuscada valente.

3. Quando fores apanhado em escutas, usa todos os contactos e influências para te escapares à choldra. Dá jeito ter magistrados "no bolso", comunicação social e todos os órgãos de disciplina do meio.

E voilá! Escapaste com uma pena suspensa e portanto aguarda bem descansado no sofá até que te chegue um convite da Assembleia da República para ires lá almoçar com uns amigalhaços.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Cerejas

Um dos poucos capítulos da vida em que posso dizer que prefiro as pretas.

Olhó bronze!

Para além de algumas dores nas costas e demais locais propícios às mesmas, debato-me com uma dúvida deveras desconcertante. Será que uma tarde de papo para o ar na praia, um dia no solário e uma manhã a cavar batatas e outra a carregar baldes de massa são bens/serviços substitutos? E caso sejam, como é que vou explicar o conceito de bens/serviços substítutos quando for convocado para ir malhar para a horta e alombar com tijolos e baldes de massa? "Obrigadinho pelo convite, mas vou optar pela praia que me permite atingir o mesmo nível de utilidade em termos de tom pigmentário da pele."

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Fobias

Hoje fui consultar o termo técnico para uma fobia particular. Como habitual abri o google, e dos resultados da pesquisa escolhi o wikipédia. Defrontei-me com uma listagem de fobias que nunca imaginei existirem... e tenho sérias dúvidas sobre os mesmos. (In wikipédia we don't trust)

Alguns exemplos (começados por A):


Ablutofobia - medo de tomar banho (A.K.A. Rastafaris)
Aerofobia - medo de ventos, engolir ar ou aspirar substâncias tóxicas (????)
Aeronausifobia - medo de vomitar quando viaja de avião
Afobia - medo da falta de fobias (preso por se ter cão e preso por não se ter)
Aletrorofobia - medo de galinhas (TV)
Anuptafobia - medo de ficar solteiro
Androfobia - medo de homens (sempre ouvi dizer cobardolas, mas agora vou começar dizer "olha-me este androfóbico")
Ataxofobia - medo de desordem (A.K.A. Mulheres)
Autofobia - medo de si mesmo (HULK?)
Azinofobia - medo de ser agredido pelos pais (aaaah, então era isto de que eu sofria quando era puto....)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Supersticioso eu? Não, que isso dá azar!

Até onde vai a irracionalidade humana? Da minha parte vai até ao ponto de achar convictamente que o Jesus nos vai levar ao título. Para muitas pessoas vai ao ponto de achar que uma tesoura aberta ou passar por baixo de um escadote é mau agoiro. Como escrevi à tempos em relação a expressões figurativas, acho fascinante como se formam estas, vamos pôr nestes termos, idiotices. Um tipo deixa uma tesoura aberta na secretária, tenta fazer um golpe de wrestling apesar dos repetidos avisos para não tentar qualquer daqueles golpes em casa, enfeixa-se numa estante e coleciona alguns hematomas e escoriações. No dia seguinte conta a história no trabalho: "...epá deixar a tesoura aberta é que me tramou...dá cá um azarucho..." E assim começa um fenómeno imparável de palermice. Num outro dia um colega desse tipo sai de casa sem chapéu de chuva e apanha uma valente molha. "Irra, não devia ter deixado a tesoura aberta...afinal é mesmo verdade!" Quem diria, chuva em pleno Abril. O que acho curioso é que supostamente o azar é um fenómeno intemporal, mas que é supostamente despoletado por objectos contemporâneos. Estão uns bichanos muitos sossegados a pastar e esventrar outros bichanos, vem um meteorito desembestado, atinge a terra e extingui-os. Que eu saiba nenhum triceratop deixou uma tesoura aberta ou nenhum velocireptor deixou um chapéu de chuva aberto na sua gruta. Ainda assim podemos dizer que, com toda a infinitude do universo, vir um meterorito colidir com um pontinho insignificante desse universo foi um valente galo (olha uma daquelas expressões). Não deixa de ser curioso que muitas pessoas afirmam claramente não ser supersticiosas, mas depois evitam acções que são apontadas como imans de azar. Está um escadote aberto no caminho. É mais directo passar por baixo, mas também não custa muito passar ao lado. Como se, mesmo passando ao lado, não pudessemos ir na rua e passar-nos um camião TIR pelo lombo. Irra, que imagem medonha. Então até à próxima que vou mas é bater 3 vezes em madeira...nunca se sabe!

terça-feira, 9 de junho de 2009

3,2,1...catchbummmm

Meus caros, finalmente sou cliente Meo...acho. A Zon é formidável para quem adora desvendar enigmas relacionadas com o não funcionamento dos serviços, mas para o comum dos mortais que apenas quer ver um Freamunde-Louletano descansado, é para lá de cócó. Daí ter ligado para me instalarem o Meo em minha casa. Entra-me hoje em casa um técnico, abre-me a central electrica/telecomunicações e pôe-se a cortar fios, ligar fios, tirar chips, colocar chips, tirar caixinhas, pôr caixinhas, ora espera que vou à central a Sacavém, ora é só mais um bocadinho que vou ver na central do edifício. Para um entendido isto pode parecer apenas rotina, mas para mim ninguém me tira da cabeça que não tenho o serviço Meo, mas sim uma bomba nuclear em minha casa pronta a explodir a um toque menos prudente no comando da tv. No meio de todas as explicações altamente profissionais sobre as funcionalidades da tv e sobre a magnífica velocidade e estabilidade da internet, não podia pagar de me questionar qual foi afinal o raio do fio que ele disse que era vital na instalação, o azul ou o vermelho???

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Vão pentear macacos!

Vivo fascinado por expressões figurativas. Sim, não são só seios e ancas serpenteantes que preenchem a minha lista de fascínios. Bem sei que neste momento deverão estar a questionar-se o que tanto me encanta em determinadas expressões para as pôr ao nível de mamilos. Permitam que me explique. Tomem como exemplo a expressão "está frio para burro". Ora, quem é que terá criado esta expressão, quando e em que circunstâncias? Será que estava um aldeão no quentinho da lareira e ao ver um burro na rua com estalactites de gelo a pender-lhe do nariz exclamou "está frio para burro"? Ou será que estava um lampião a ver um jogo e quando estava a comentar que estava frio, o Di Maria pegou na bola e rematou de meio campo "está frio para...burro!!!". E o que explica a sua longevidade? Estou a imaginar, no mesmo dia da criação dessa expressão, um concelho de anciões a discutir a melhor forma de qualificar o estado do tempo. "Bom, a temperatura apresenta um nível bastante baixo, gélido até." "Podemos dizer que atravessamos uma fase marcadamente glaciar." "Enfim, está frescote!". "Olhem lá e porque é que não utilizamos a expressão do Tonho Matateu, está frio para burro!". Silêncio. Mais silêncio. Alguns sussurros. Ovação. E assim ficou. Não sei se já fizeram este exercício, mas sempre que ouço uma expressão deste género explico-a mentalmente. Como fiz por escrito sobre o frio para burro. É bastante divertido. Quase tanto como estar intermitentemente a retirar uma chupeta a um bebé e vê-lo berrar em desespero. Como esta, há imensas expressões (o título do post) que qualificam certas situações, mas que literalmente não têm sentido absolutamente nenhum. Ainda assim perduraram e nós adoramos usá-las. Fascinante!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Pessoas idiotas, para não dizer outra coisa...

Um individuo, o qual passarei a chamar de Idiota Miguel Panisgas, esteve a chagar-me a cabeça durante 3 horas para eu fazer uma coisa que já devia estar feita dias atrás (não por mim). Ora lá tratei do que era necessário, e no fim já não podia ouvi-lo falar.

No dia seguinte o Idiota Miguel Panisgas entra na casa de banho quando eu estava a lavar os dentes. A casa de banho é pequena, com um urinol mesmo ao lado do lavatório (sim é estupido) e uma pequena divisória com sanita. Ora as pessoas normais que vão urinar quando encontram outra pessoa no lavatório ou no urinol entram para a divisória. Mas não o Idiota Panisgas. Ele decide fazer conversa comigo, pedindo-me desculpa pela pressão do dia anterior, enquanto eu lavo os dentes e ele está a mijar ao meu lado. Ora o que este panilas, que não tem a minima confiança comigo e nem do meu departamento sequer é, queria?

Há panilas, idiotas, burros e inconvenientes. Descobri que existe a combinação de todos.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Dá que pensar...

Não sou muito dado a teorias conspirativas. É muito estreita a linha que separa a loucura da clarividência. E se há coisa que não me apraz ser é clarividente. "Olha, lá vai o clarividente!". Nah, antes louco, sempre passa uma ideia de genialidade. Isto tudo para dizer que acho convictamente que existe uma forte domínio feminista no mundo, porque me parece claro que não foram os homens a ter a ideia que se segue. É tão bem orquestrada que passa a sua ideologia sem que ninguém note. Reparem que a nossa sociedade é cada vez mais aberta e tolerante em tantas matérias. Casamento homossexual, orientação religiosa, militância política, pró-vida/pró-escolha, eutanásia, etc. Tudo se discute abertamente. Não sei se terei razão, mas parece-me que não existe grande contestação em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Uns não entendem, outros acham abjecto, são a favor, ignoram, não têm opinião, mas no fim "cada um sabe de si e desde que não se metam na minha vida, tudo bem". No entanto, em relação à poligamia, nem um minuto de direito de antena. Não existirão muitos homens adeptos desta "modalidade"? Não seria bom comer de vez em quando "massa" em vez de passar anos a fio a comer "arroz"? E se pudesse fazer-se uma alimentação variada como é recomendável? Nada. Em relação a esta temática nem uma discussão de café. Não acham um bocado estranho? Está enraizado. A ideologia passou, entranhou-se. Reparem que existe vida no planeta há uns 65 milhões de anos, "humanos" há pelo menos 1 milhão de anos. Sempre houve poligamia. De repente, há uns 4000 anos ou menos começou a ser imposta a monogamia e assim ficámos. Progresso? Pergunto-me qual será o argumento por detrás da imposição da monogamia. Um homem que quer casar com outro homem é um cidadão exemplar, um que quer ter 4 mulheres é um vadio, um bandalho. Estranho.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Parkinsonfobia

Não sei se estou a ser prudente ou simplesmente otário - é há que ver que nem sempre é fácil destrinçar as duas coisas, basta ver o exemplo do usar capacete a andart de bicicleta - mas deixei-me convencer por um fartureiro e rabanadeiro que usar o rato do computador com a mão esquerda ajuda a prevenir Parkinson.

E aí está: usar o rato do computador com a mão esquerda, check!
Mas pergunto: Não bastava ter de ir à natação por causa das costas? Usar ténis com solas ergonómicas por causa das plantas dos pés? Comer peixinho assado por causa do colestrol? Abdicar da masturbação por causa dos pêlos nas palmas das mãos (e cegueira e as chamas do inferno, etc.)? A prudência a que me obriga a vida moderna ainda me requer fazer malabarismos com o rato?!
Diacho...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Conceitos económicos

Top de Sinergias Positivas da semana:
- Uso de tops por senhoras giras e magrinhas
- Chefe ir de férias
- (suposição) Marido da chefe passar mais tempo em casa
- Ler o jornal desportivo do vizinho temporário no metro
- Passagem de modelos de roupa interior nas Amoreiras

Boletim Meteorológico

O Verão chegou às Amoreiras, facto que muito me satisfaz!

Preliminares

Acredito piamente que para algumas mulheres, andar às compras arrastando o coitado do companheiro é uma forma sado de preliminares.

Ahhh!!!

Como muitos de vós, licenciei-me em Economia. Arrogantemente, julgava conhecer genericamente todos os conceitos financeiros. Afinal não passo de um fanfarrão que nada sabe sobre métricas empresariais. Felizmente tenho muitos jornalistas, comentadores, entre outros, para me mostrarem como se deve realmente avaliar uma instituição. O tamanho do passivo. É muito simples: quanto maior o passivo mais mal gerida a instituição é. Veja-se o caso dos clubes de futebol. O SLB é claramente o clube mais mal gerido porque tem um passivo maior(o facto de se usarem perímetros de consolidação a gosto também não ajuda nada na comparação, mas enfim). É o que passa na imprensa e eu acredito em tudo o que a nossa idónea e independente imprensa nos noticía. Foi por isso com grande desânimo que tive de falar com a minha piquena a explicar-lhe que a nossa situação é do mais precária que existe. Resolvi então passar pela Avenida da Liberdade. Abeirei-me de um sem abrigo e perguntei-lhe qual o montante de dívidas que possuía. 1,45€ de 3 pacotes de tinto, respondeu-me ele. Pois bem, minha cara, nós temos uma hipoteca estratósfericamente superior aos 1,45€ deste abastado concidadão. Passámos a tarde a pedir dicas a este guru da gestão e aprendemos muito. Já comprámos inclusivé uns papelões e estamos a juntar jornais para os dias de frio. Passámos bons momentos. Foi a galhofa total quando lancei "então e o passivo do Berardo?". Por isso meus caros, haja optimismo.A nossa dívida acumulada é brutalmente inferior à de países como os EUA ou a maior parte dos países da Europa, o que significa, portanto, que somos um país maravilhosamente bem gerido em termos comparativos.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Marketing Directo

Já que nada mais resulta vou tentar ser o mais directo possível:
- Ladies, o Lemmings é um bom moço e dava no mínimo um namorado satisfaz menos.

Nota 1: As nossas excelsas leitoras têm o direito (quase o dever) de testar, comprovar, relatar e publicitar esta ideia.

Nota 2: Eventuais insatisfações relativamente à qualidade dos serviços prestados não dão direito a devoluções, desistências, devoluções ou punições de qualquer tipo.

Preparação para uma pandemia

Estou a preparar-me para a eventualidade de surgir uma pandemia nos próximos tempos:

Este fim de semana comprei 200 rolos de papel higiénico lá para casa (suficiente para uns meses);
Tenho uns 50 dvds que ainda não vi (suficiente para uma semana);
Tenho uns 3 preservativos (suficiente para pelo menos 4 anos);
Tenho atum, massa, arroz, fruta enlatada, salsichas e bolachas (suficientes para alimentar 2 pessoas durante 3 a 4 meses);
Tenho para mais de 10 livros, 50 revistas e 30 hiper disneys para ler.

Falta:
Comprar fósforos, uma espingarda, sabonetes, arranjar companhia e aprender linguagem morse.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Voz ao consumidor

Sou completamente contra o livro de reclamações. Acho muito bem que se possa reclamar. Acho muito bem que exista uma forma de o fazer. Acho muito mal que seja por escrito da forma que é. Ora uma pessoa está extremamente irritada porque chegou a casa e a boneca insuflável apresenta uma cara de tristeza e não a expectável cara de espanto e depois tem de preencher um formulário e usar de palavreado correcto para expressar a indignação. Na minha opinião devia haver a reclamação audio. Podia ser um microgravador em que aí pudessemos dizer o que nos vai na alma. Desta forma dava para perceber os diferentes graus de insatisfação e o cliente ficaria muito mais satisfeito. Nada melhor que poder reclamar dizendo: "Sua cambada de lorpas! Vocezes queriam era levar uma carga de porrada pela tromba, meus canalhas! Atão vender-me uma boneca só com metade das funcionalidades??? Um tipo despe-se e a boneca está a olhar para nós com cara de tristeza, como que decepcionada com o seu dono! Valentes maltrapilhos me sairam!".

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Futebol Manager

Hoje em dia já não tenho muito tempo para isso, mas quando estudava adorava jogar CM (agora FM). Passava horas e horas a procurar jogadores que se enquadrassem na minha estrutura táctica, estudava todas as estatísticas dos adversários e delirava a cada jogo como se de um jogo real se tratasse. Este jogo contribuiu para que tivesse uma melhor leitura de um jogo de futebol porque me obrigava a pensar em todas as vertentes do mesmo e em formas de melhorar a minha equipa. Aprendi muito neste jogo. Foi por isso que fiquei terrivelmente chocado quando a jogar com um amigo, ele escolheu logo 3 equipas, retirou os melhores jogadores para uma e sacou-lhe o dinheiro todo. Sabia ainda de uma batota para ter árbitros "simpáticos" e sabia mais umas manhas para controlar a comunicação social e assim ter os sócios do lado dele. Disse-lhe que jogava o jogo pelo desafio e dificuldade e que assim não tinha piada absolutamente nenhuma. Ele respondeu-me que tinha muita piada ganhar e que, sendo esse o objectivo do jogo, valia tudo para o fazer. Eu disse-lhe que assim estava a assumir a sua incompetência para vencer o jogo apenas pelo mérito e valia técnico-táctica. Ele respondeu-me que eu podia sempre usar as mesmas armas. Não o fiz. Achei convictamente que, pelas dificuldades que já tinha passado no jogo (em oposição ao meu adversário), estava em condições de o vencer apesar de tudo. Estava pronto para lhe ensinar uma lição: os valores da honestidade iriam imperar sobre a manhosice. Perdi. Perdi o jogo, mas no fim do dia estava satisfeito comigo. Nada podia corromper os meus valores. Perdi, mas saí do jogo de cabeça erguida, mais do que o meu opositor poderia fazer, apesar da vitória. No dia seguinte, quando se gabasse perante os nossos amigos, seria descoberto e alvo de desprezo por todos. Estava enganado. No dia seguinte eu é que fui gozado e enxovalhado por não ter usado os mesmos "truques". Um choninhas, segundo eles. Confesso que é muito dificil andar numa auto-estrada em que todos os outros condutores andam em sentido contrário, mesmo sabendo que não sou eu que estou errado. É dificil, mas é o acertado. É por isso que estou a pensar voltar a jogar FM e anseio por voltar a jogar contra "manhosos". Algum dia irei ganhar e quando isso acontecer, será uma verdadeira vitória. Uma vitória com um V dos grandes. Uma vitória que não vejo acontecer há tanto, tanto tempo. Tenho de voltar a jogar FM.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

É de homem...

Bem sei que poderei ser mal entendido, mas pouco me importa: eu sou machista. Machista não no sentido de achar as mulheres inferiores a que nível for. Muito pelo contrário. Respeito-as e, mais não fosse, encantam-me pelos seus seios e formas curvilineas. Machista, porque acho que é o dever de cada homem proteger e mimar as mulheres e nunca o oposto. Machista porque acho que os homens devem sempre deixar as mulheres passar à frente, que devemos sempre pagar a conta do jantar e carregar com os sacos das compras. É isto define os homens. Além de adorar futebol e seios, pois claro. Se virem bem são já poucos os redutos que nos tornam sigulares. Elas bebem, fumam, conduzem, trabalham tanto e tão bem como nós. É por isso que acho absolutamente essencial a minha forma de machismo. Não só porque nos afirma enquanto homens, mas sobretudo porque o faz com a total concordância das mulheres (sim, porque em relação a ver futebol e beber bejecas, infelizmente, não podemos dizer o mesmo). Há outro redudo que me parece pertencer-nos. Andar à porrada. Sem razão, com razão, porque sim ou porque não. Nós gostamos e praticamos a porrada. Quem não aprecia jogar às 3 quedas? É por isso que me afligiu muito ver na capa do 24 horas que o Nuno Guerreiro foi agredido pelo namorado. Ora agora se andarmos à porrada corremos o risco de ver uma velhinha passar por nós na rua e pensar "Olha, outro infeliz que levou no toutiço do namorado". Longe vão os bons velhos tempos em que um olho negro e um hematoma no queixo eram sinónimo de masculinidade.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Um artigo interessante

Nos states está tudo de pernas para o ar. Resta o humor.

"REMAINING U.S. CEOs MAKE A BREAK FOR IT
Band of Roving Chief Executives Spotted Miles from Mexican Border

El Paso, Texas (Reuters) — Unwilling to wait for their eventual indictments, the 10,000 remaining CEOs of public U.S. companies made a break for it yesterday, heading for the Mexican border, plundering towns and villages along the way, and writing the entire rampage off as a marketing expense.

Calling themselves the CEOnistas, the chief executives were first spotted last night along the Rio Grande River near Quemado, where they bought each of the town's 320 residents by borrowing against pension fund gains. By late this morning, the CEOnistas had arbitrarily inflated Quemado's population to 960, and declared a 200 percent profit for the fiscal second quarter.

This morning, the outlaws bought the city of Waco, transferred its underperforming areas to a private partnership, and sent a bill to California for $4.5 billion.

Law enforcement officials and disgruntled shareholders riding posse were noticeably frustrated.

"First of all, they're very hard to find because they always stand behind their numbers, and the numbers keep shifting," said posse spokesman Dean Levitt. "And every time we yell 'Stop in the name of the shareholders!', they refer us to investor relations. I've been on the phone all d*** morning."

"YOU'LL NEVER AUDIT ME ALIVE!"

The pursuers said they have had some success, however, by preying on a common executive weakness. "Last night we caught about 24 of them by disguising one of our female officers as a CNBC anchor Maria Bartolomo," said U.S. Border Patrol spokesperson Janet Lewis. "It was like moths to a flame."

Also, teams of agents have been using high-powered listening devices to scan the plains for telltale sounds of the CEOnistas. "Most of the time we just hear leaves rustling or cattle flicking their tails," said Lewis, "but occasionally we'll pick up someone saying, 'I was totally out of the loop on that.'"

Among former and current CEOs apprehended with this method were GM's Rick Wagoner, Chrysler's Robert Nardell, Bear Stern's James Cayne, Merril's john Thain and Stan O'Neal, Citigroup's Chuck Prince, Lehman's Dick Fuld, Joseph Nacchio of Qwest, Joseph Berardino of Arthur Andersen, and every Global Crossing CEO since 1997. "

http://www.marketwatch.com/news/story/stressed-banks-get-30-days/story.aspx?guid=%7BBB6490E6%2DE619%2D4E48%2D949D%2DB13B2C7FC03D%7D&dist=TQP_Mod_mktwN

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Porque não custa nada pedir

Se és a actriz que faz de Izzie Stevens na série Grey's Anatomy e gostares de rapazes sem pelos no peito, sem dinheiro e sem carro, deixa o teu telemovel na caixa de comentários. Eu prometo que tento esquecer o facto de seres meio gordita e concentro-me nos teus grandes ... olhos.

Dúvida existencial

Homem que é homem pode ver a "grey's anatomy"?

Parvoíces

Há gajos parvos e há gajos que apostaram 10 euros (só porque dei uma probabilidade de 10*1) como o Porto não ganha o campeonato. É o início do mealheiro para o meu lamborghinizinho.

Vergonha

Envergonho-me por esta semana ainda não ter feito nenhum menage com duas russas.
Isto sim é uma ideia inovadora e realmente útil.
Não estamos fartos de ouvir "vamos comprar cortinas" ou "nunca me compras presentes" ou ainda o clássico "Não me amas. Se me amasses levavas-me num veleiro à volta do mundo" (que até seria uma optima ideia não tivesse eu que ir também...)?
Assim elas ficam ocupadas, deixando-nos em paz, e ainda por cima praticam as actividades com que realmente se deveriam preocupar.

Nota de agradecimento ao "god of hellfire" por me ter mostrado o video.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Cansado, eu? Nããããã

Se o mundo é uma ostra e eu de certeza não sou uma pérola, quem é que me vai comer?

Filosofias baratas

Se pudesse controlar o que sonhava preferia estar a dormir...
A vida real só é preferível ao imaginário se for para ser vivida como um sonho. Se assim não fôr mais vale adormecer.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sou o maior!

Haverá coisa mais engraçada neste nosso mundo que os tipos que se acham e passam a vida a tentar demonstrar que são os maiores? Houve tempos em que me revoltava com estes especimes que passam a vida a levar a melhor, agora acho-lhe piada. São caricaturas de si mesmos.

No fundo não é difícil impor-se num terreno fértil de ignorância. Vou para o meio de agricultores e falo-lhes de teoria quântica. Abeiro-me de uns informáticos e falo-lhes de gajas. Infiltro-me num grupo de miudas e falo-lhe de regras de trânsito. Assim é muito fácil.

Tenho percebido que estes tipos são astutos, ainda que palermas. Antes de se porem a vender a sua suposta sapiência certificam-se da natureza do auditório, não vá alguém mostrar a fraude que eles são. Usam de uma linguagem agressiva e segura. Sabem que uma aldrabice dita com convicção passa a verdade universal no meio certo.

No ginásio há pelo menos 2 tipos desta índole. Cada um deve perceber a jogada do outro, mas nestas andanças da chico-espertice é melhor um pacto de não-agressão. Um confronto só traria a desgraça a ambos. E assim dizem todas as parvoices bacocas e populismos disparatados com uma limpeza digna de um Vapocleaner Titanio 2000. Por vezes não resisto a tirar os fones para assistir ao espectáculo. Não resisto a colocar um sorriso inigmático. Eles pensam que é de concordância e continuam. Eu assisto deliciado e escondo o meu dicionário sorriso-chico espertês que poderia ser aquela onda impiedosa para tão belas construções de areia.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Gripe suína

Que porcaria!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Break-ups

Separações: um tema que está na ordem do dia aqui no estaminé!

Gostava aqui de repescar um antigo post no campolide :

Frases que desejamos não ouvir, depois das palavras: "Temos que falar":
  • Não és tu, sou eu
  • Não és tu, é a tua personalidade
  • És bom demais para mim
  • O problema não é teu, é meu
  • És muito querido, és um fofo e eu gosto muito de ti [pausa] como amigo
  • És peculiar
  • És muito especial mas...
  • Encontrei a minha alma gemea e não és tu
  • És a pessoa ideal, mas apareceste na fase errada
  • Neste momento tenho que me dedicar a mim própria
  • Preciso de me concentrar no meu trabalho
  • Encontro-me numa fase egoista

Outras frases, que o Alex tantas vezes ouviu:

  • Eu gosto muito de ti, mas sexo é importante para mim
  • Não foi por causa da outra noite, eu acredito que foi a primeira vez
  • Eu sei que na outra noite estava frio... a sério, não foi por causa disso

Caso ouçam alguma destas frases, o meu conselho vai para:

  • [Com as mãos nos ouvidos, gritar] "lalalalalalala, não te estou a ouvir"
  • "Pera, pera, pera. Eu quero acabar!" e "Eu disse primeiro, toma, toma! Looooooser"

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Relações

Existe alguma relação entre o Tintin e o Gil, a mascote da Expo?


Propostas

O facto de eu ser solteiro perturba muitos dos meus colegas. Um deles propôs-me um blind date com uma rapariga espectacular que conhece que segundo o mesmo é "parecida com a Popóta mas não é cor de rosa".
O que posso eu depreender sobre esta frase:
- Ele pensava que eu acredidava realmente que a rapariga fosse uma hipopotama cantora?
- Serei eu parecido com o Tony Carreira ?
- Será que em termos de "campeonatos" eu estou ao nível de uma Popota? E caso esteja isso é bom?

Caprichos

Não sei se já vos disse, mas sou muito caprichoso no que a comida diz respeito. Caprichoso, não no sentido de "esquisitinho", mas porque levo muito a sério determinados rituais. Caprichos. Alguns inconscientes, outros que não abdico. Inconscientemente, limpo quase sempre a boca antes de começar a comer, como se tivesse os beiços repletos de banha de porco. Um capricho que tenho é programar cada garfada para que a última seja a que me parece o melhor pedaço do prato. Fico fulo quando o paladar que me acompanhará pela tarde/noite não é a melhor das melhores da refeição. Comer algo como um bolicao ou um pão com chouriço é do mais exigente no que a este capricho diz respeito, uma vez que é preciso definir com muito cuidado que trinca deixar para o fim. Seria frustante terminar com uma dentada de pão com pão. Para mim, pelo menos. Não menos exigente é outro dos meus caprichos que está relacionado com a bebida. É fundamental acertar na quantidade certa para a refeição. Antes de a iniciar é preciso auscultar atentamente o estômago e perceber o seu humor. É muito importante mesmo acertar na quantidade. Se pecarmos por defeito, seremos apelidados de bêbados quando pedirmos reforços. Se falharmos por excesso e deixarmos bebida em cima da mesa, seremos umas meninas. A questão é que os produtores deixaram-nos uma valente ratoeira. Neste passado domingo pedi uma garrafa de 0,375lt porque me pareceu que 0,75lt seria demais. No fim tive de pedir mais uma "tacinha" de vinho. Levei logo com um "BÊBADO" pelas fuças. Merecido, talvez. Ainda assim, preferível a ter pedido 0,75lt e levar com um "MENINA". Claro que se conto isto ao meu avô ele me dirá de imediato: "O quê, mas há garrafas de vinho mais pequenas que 1lt???" E tu andas metido nisso??? Mais valia andares nas drogas..."

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ela anda por aí...


... e a gente agradece!

terça-feira, 7 de abril de 2009

A história nunca contada dos X-Files

Muitos de vós não saberão, mas a série "Ficheiros Secretos" tem uma forte ligação a Portugal. Tudo começou numa pitoresca vila alentejana quando o Chico Tibério (CT) apresentou ao mano Jaquim Tibério (JT) uma ideia revolucionária.

(CT) - Mano! Mano! Mano!
(JT) - O que é que vem a ser essa aflição?
(CT) - Tenho uma ideia deveras boa! Que tal fazermos uma série televisiva, hein?
(JT) - Chico, andaste outra vez a fumar coentros? E sobre o quê é que seria essa série?
(CT) - Seria sobre fenómenos paranormais!!! E já tenho muitas ideias!
(JT) - Eu também tenho uma ideia. Que tal ires vestir uns calções de banho, pegares num patinho de borracha e ires banhar-te em estrume de porco?
(CT) - Até já sei como se chamariam as 2 personagens principais: Tonho e Cremilde.
(JT) - Hummm...e que tal Mulder e Scully?
(CT) - Pode ser! Olha o primeiro episódio podia ser sobre um clube que pagou uma factura de um árbitro ao Brasil que usou os 2 nomes do meio para não levantar suspeitas.
(JT) - Ah, meu parolo. Tratou-se de um erro contabilistico perfeitamente normal.
(CT) - E se fosse sobre uma mariscada pago por um dirigente a um árbitro.
(JT) - O homem fazia anos e pagou o jantar a toda a gente do restaurante!
(CT) - Não, foi só á mesa do árbitro!
(JT) - A todas as pessoas cujo primeiro nome fosse Jacinto e o último Paixão. Foi uma coincidencia normal.
(CT) - Então podia ser sobre um pedido de prostitutas para um árbitro .
(JT) - Lá estás tu. Não eram prostitutas, mas sim fruta porque o árbitro andava com défices vitaminicos e o dirigente de um clube, grande filantropo, resolveu providenciar-lhe isso.
(CT) - Mas fruta, café com leite?
(JT) - Sim, que senão ainda embuchava! Tinha de ter alguma coisa para ajudar a ir para baixo.
(CT) - E que tal sobre aquele jornalista que inventou uma história quando aquele luso-brasileiro atirou uma chuteira a um árbitro e ele escreveu, em conluio com o presidente do clube desse jogador, que ele ponderava abandonar a selecção portuguesa se fosse suspenso por muito tempo e assim só apanhou 1 jogo por isso?
(JT) - Isso foi um episódio normal. O árbitro tinha uma chuteira com um buraco e como calçava o mesmo número que o jogador, este ofereceu-a. Puro fair-play!
(CT) - Então e se fosse aquele treinador que rasgou a camisola a um jogador adversário e um observador viu, mas depois desdisse-se e afinal afirmou que não viu nada e assim a pena sobre o treinador foi bem levezinha?
(JT) - Isso também foi normal. Foi uma forma que o treinador encontrou para mostrar ao adversário que devia lavar a roupa com OMO.
(CT) - Mas até houve conversas gravadas que comprovam pressões dos dirigentes desse clube para o observador se calar!
(JT) - Sim, porque se ele falasse ainda podiam ser processados pelo Tide ou pelo Skip por publicidade clandestina.
(CT) - Então fazemos sobre aquele presidente que recebeu um árbitro em casa dias antes de um jogo que seria arbitrado por esse mesmo árbitro.
(JT) - Lamentável. Esse episódio foi totalmente normal. Tratou-se de resolver problemas pessoais relacionados com o pai do árbitro em questão.
(CT) - Mas as escutas contradizem alguns testemunhos e um dirigente tinha 2 números de telémovel do árbitro e tratava-o por amiguinho?!
(JT) - Se calhar um dirigente de um clube não pode ser amigo de um árbitro, não?
(CT) - Então falamos sobre os fenómenos paranormais que ocorrem num determinado túnel, em que pessoas, sobretudo condutores de árbitros, jornalistas ou dirigentes de equipas visitantes entram de perfeita saúde e saiem com hematomas, testas abertas e outros ferimentos.
(JT) - Isso foi tudo devidamente explicado. São invenções dessas pessoas em busca de atenção. Trata-se duma doença, mas nada de paranormal. Já foi até visto um jornalista ás cabeçadas à parede só para ser capa de jornal.
(CT) - Irra que assim é díficil. Não existem fenómenos paranormais em Portugal!
(JT) - E se fossemos para os Estados Unidos?
(CT) - Boa!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Cozinha Japonesa

Hoje apetece-me sake, carne e também peixe.
Vou, pois então, ao restaurante japonês.
Tem quantidade para eu comer até onde o meu estomago deixe,
Meus, gosto muito! Mas sai caro como o raio no fim do mês.

terça-feira, 31 de março de 2009

Novos Negócios I

Em tempo de crise deve ser especialmente promovida a criação de empresas. Aqui fica o meu pequeno contributo para novos negócios:
- Bares de Strip para cegos (onde o contacto é promovido);
- Promoções de festas em aviões (os poucos filmes que vi com este tópico eram muito engraçados);
- Promoção de actividades "radicais" na Grande Lisboa (slide entre o Castelo e as Amoreiras, paintball nas ruínas do Carmo, simples viagens na linha de Sintra para não habitantes ou ainda mascarar pessoas de seguidores do PNR e largá-los na Damaia);
- Aluguer de casas de banho 5* no Bairro Alto (ideia do Cx);

segunda-feira, 30 de março de 2009

Reunião de condomínio

Na passada quarta-feira tive a minha primeira reunião de condomínio. Até esse dia, sempre tive bem presentes todas as possibilidades maravilhosas da vida em comum com várias mulheres. Não raras vezes, enquanto pousava os pés na mesa da sala, abria a 10ª mini e me preparava para a 4ª hora consecutiva a ver futebol, era transportado pela minha imaginação para outra dimensão da minha existência. Um existência em que tinha uma mulher a massajar-me os pés, outra a abrir-me a cerveja e a descascar-me os amendoins, outra ainda a afagar-me o cucuruto da moleirinha e mais uma ainda que percebesse alguma coisa de futebol e pudesse debater comigo a dinâmica defesa-ataque subjacente a um modelo táctico de pressão alta e posse de bola assente num 4-4-2. Pós-quarta-feira (dia fatídico da reunião), tudo mudou. Estou bem assim, muito obrigado. Imaginar que, durante essa mesma tarde de futebol, estaria em discussão o ponto 3 da agenda de trabalhos que contempla a aprovação do orçamento para aquisição mensal da revista Caça e Pesca causa-me alguma urticária. Em vez de receber uma massagem nos pés estar a levar com a alínea a) do ponto 3 do artº 735 do código cinegético. As minis e amendoins a serem substituidos por análises custo-benefício da aquisição desse item. Em troca dos afagamentos na cabeça, receber estudos cientificos sobre a relação entre a sobre-pesca do barbo e a propagação incontrolável de nenufares. Em vez de debates interessantes sobre futebol, levar com debates sobre a necessidade de proteger as giestas que por sua vez dão guarida às crias de perdiz. Bem me queria parecer que por algum motivo havia tanto consenso na questão da monogamia. A vida comunitária é muito complicada. Não posso deixar de notar que no Islão não deve haver reuniões de condomínio. Só assim se explica a associação entre 70 virgens e paraíso.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Lembrete

Meus amigos, quero apena recordar-vos a todos que amanhã vai estar nas bancas a primeira edição da revista Playboy Portugal, com a playmate Rute Penedo.
(Não sei quem é, mas parece-me que amanhã por estas horas já a vou conhecer bem.)
Portanto, a bem da imprensa nacional, toca a correr às bancas!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Parvoíce e estupidez

Há pessoas parvas e pessoas estúpidas.

Se um colega meu pergunta em voz alta como se escreve "curriculum" acho que é parvo, se uma colega minha vai beber água e deixa o ecrã na página de recrutamento de um estaminé concorrente é estúpida.

Por seu lado o Lucilio B. é parvo e estúpido. Tenho dito.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Rei do Wok

Ontem decorreu a cerimónia da minha coroação como Rei do Wok.

Começou com a aguardada preparação de um real refogado de azeite e cebola picada. Seguidamente procedeu-se à lavagem dos rebentos de soja e aquecimento de uma panela de agua e para a posterior cozedura de noodles. Chegado o tempo certo, foram reunidos o Alto Pontífice molho de soja, os Bispos de carne de peru cortado em pedaços e os Conselheiros de Estado de noodles cozidos, acompanhados de rebentos de soja e sal. Ainda ficou em dúvida se alho francês se iria juntar, mas este não estava na lista de convidados. Por fim, o momento de glória. O movimento mágico com que se viraram repetidamente os alimentos no wok foi majestoso.

O banquete foi divinal. Pode-se mesmo dizer que foi legeeeen..... (wait for it) ....dary.

Assim fui coroado o Rei do Wok.

terça-feira, 24 de março de 2009

Farturas, rabanadas e bifanas

Não sei porquê, mas desde o início que tenho dificuldades em memorizar correctamente o nome aqui do estaminé. Apesar do título "Farturas & Rabanadas" ter uma sonoridade muito agradável, na minha cabeça é sempre sobreposto por "Farturas & Bifanas".
Tanto assim é que nas minhas primeiras visitas ao blog cheguei a escrever no endereço "farturasibifanas" e - mais grave - "farturasibifanadas", que é um género de bifanas e rabanadas têm um filho.
E agora estou cheio de fome!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Metereologia

7h15 da manhã. Entre 10 min de bicicleta e uns abdominais, assisto no ginásio ao espaço de metereologia da RTP1. Para quem não conhece, nem imaginam o que perdem. Há um apresentador, na casa dos 50 e muitos, que quando diz a temperatura prevista para cada cidade, refere sempre algo ligado a essa cidade, sobretudo escritores. "Lisboa, terra de Miguel Torga" ou "Santarém, berço de Bernando Santareno". Não será a meteologia um tema já por si suficientemente aborrecido? É exactamente por isso que nos bons velhos tempos, a meteologia era apresentada de forma muito mais interessante. De resto, mulheres curvilineas combinam bem melhor, tanto com o mapa de Portugal Continental, como com os arquipélagos da Madeira e dos Açores. Acho sempre curioso quando se diz que o frio é psicológico. Relativo. Em certa medida tenho de dar razão a esta afirmação. Um dia com chuva torrencial, ventos ciclónicos e máxima de -5º, quando apresentado por uma pequerrucha marota, será sempre mais apetecível que um dia radiante de sol apresentado por um mestre de cerimónias que conjuga os temas metereologia e literatura erudita.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Mudanças

Quem, como eu, já fez mudanças de casa, sabe bem a dureza da tarefa. Carregar com móveis, caixotes e mais caixotes, estantes, sofás, camas, colchões, etc. Não se pode dizer que seja um passeio na praia. É duro! O pior das mudanças é a consciencialização do processo. Quando se faz uma mudança, ficamos a saber muito bem o que é uma mudança. É daquelas situações em que a ignorância é a chave. Podem-me dizer que uma mudança dura um fim-de-semana. Uma semana no máximo. Pois bem, uma mudança sim. A questão é que os vossos amigos vão saber que vocês são experts na matéria, assim como os vossos vizinhos e quando terminam a vossa e vislumbram o Olimpo, eis que são cordialmente requisitados para mudanças alheias. As piores, por sinal. Nem aquelas cervejinhas que bebem a custas alheias pagará as dores nas costas, uma unha em sangue pisado e a descoberta de musculos que nunca tinham piado nem miado ou tugido e mugido ou o raio. Escusam de vir com "opá, oh Alex, mas quando mudares as tuas coisas, as do vizinho do 5ºEsq, as da tua prima autraliana, do senhor Emilio da barbearia e da dona Anacleta dos correios, ficas safo para sempre". Pois bem, isso é que é o pior da questão. Mudar com a namorada/mulher para uma casa é um jogo de roleta russa. Tu sabes que um dia vais chegar a casa e vais ouvir "fofucho, está na hora de remodelar a casa". O tiro nos miolos! E nós bem sabemos que quando uma mulher diz que existem remodelações a fazer, não se trata de pendurar um quadro numa outra parede. Envolve inevitavelmente novo soalho, móveis para o lixo e a compra de novos, acabar com aquele pingo da torneira (o que por miudos equivale a substituir toda a canalização da casa), derrubar paredes e pintar n vezes a sala até a cor ser aquela que combina com o sol das 15h37. Levaram o tiro. Recomeça o jogo.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Gemma

Vocês sabem do que eu estou a falar.
Os cartazes da Gemma - não sei se Gemma é a marca se é o nome da moça que dá a cara, ou talvez deva antes dizer o peito, à marca - os cartazes, dizia eu, que estão espalhados pela cidade são de um mérito que não pode passar ignorado.

Pois é, não só os referidos em muito contribuem para a beleza e fascínio da nossa cidade, como são um potente incentivo a que as pessoas se desloquem a pé, com as respectivas consequências positivas que isso tem para o ambiente.
Mas o que me parece ainda mais louvável, é a proeza - dos cartazes ou da marca ou da moça ou de todos, eu não sei - de se ter gerado entre o género masculino uma espécie de consenso social. Toda a gente adora a Gemma! Lemmings incluídos. E isso é bonito caramba.

terça-feira, 17 de março de 2009

Era feliz e não o sabia - part I

Durante a última semana tomei consciência de que tinha um excelente posicionamento no local de trabalho que me permitia fazer coisas que me deixavam feliz e não lhe dei o devido valor... até que o perdi.

A minha secretária está no centro de um género de open space. Como tenho um biombo do meu lado esquerdo, como a mesa de trabalho tem uma forma ligeiramente triangular que me coloca, quando sentado, orientado para a direita e como não existia nenhuma mesa de trabalho atrás de mim, ninguém no escritório tinha visão para os meus dois monitores. Isto mudou quando colocaram uma mesa atrás de mim onde ficou instalada uma nova colega.
Agora já não posso:
- fazer os meus espectaculares (cof cof) jogos de xadrez online;
- ver videos no youtube;
- ler as noticias mais bizarras (como por exemplo ter-se procedido a uma lotaria, cuja a finalidade era financiar instituições de apoio a vitimas de violação no Alasca, onde aparentemente existe a maior taxa de violações nos EUA, cujo o vencedor é um ex-presidiário condenado por... violação.);
- pesquisar na internet páginas com conteúdos altamente perturbadores de forma a tentar arrebatar o título de "imagem mais perturbadora" do famoso goatse.cx, descoberto e divulgado pela pessoa mais perturbadora que conhecemos...
- Entreter-me com jogos em flash em que temos que matar coelhinhos, distribuir jornais enquanto conduzo uma bicicleta ou, os meus preferidos, gravar musicas num órgão cujo o som varia entre o "taaaan naaan naaan", a flatulência do Beavis e os arrotos do Butt-head ou cuspir do topo da escola para tentar acertar em trauseuntes...

Aqui estão (agradecem-me depois):
http://l.iplay.com.br/Jogos/Online/?Beavis_eamp_Butthead_Hock-A-Loogie+4690&Grupo=9
http://www.iplay.com.br/Jogos/Online/?Beavis_and_Butt-Head:_Air_Guitar+5469&Grupo=9


Enfim, só agora que não posso fazer estas coisas e que lhes dou o devido valor.

Mais tarde retomarei a rubrica "Era feliz e não sabia".

quinta-feira, 12 de março de 2009

Macacadas

Depois de uma boa sessão de liga dos campeões e de uma boa garrafa de vinho branco, deixei a tv ligada na SIC. O programa era o "Tá a gravar". Além desta expressão lamentável que atenta a lingua que o pobre Camões tanto pelejou por edificar, há a lamentar o apresentador. A miuda, que outrora apresentava o disney kids, cresceu e hoje está uma mulher. Bem, podia ter "crescido mais, mas não sejamos garganeiros, que o Senhor castiga. O marmanjão é o desastre personificado em pessoa. Pleonasmos à parte, o que eu acho é que ele não tem jeito nenhum para a coisa e melhor se saía se fosse apregoar bolas de berlim para a praia fluvial de Moimenta da Beira. Dito isto, que avanço desde já tem pouco a ver com o que queria partilhar convosco, vamos ao cerne da questão. Nesse programa apareceu um orangotango em poses contorcionistas a (preparem-se para o que vem a seguir), beber da própria urina. Isto é absolutamente verdade. O vinho branco não era assim tão forte. Fiquei repugnado com a situação e terei exclamado "que animal mais ignóbil!".

Há uns 5 minutos estava a trabalhar afincadamente e sou surpreendido por um sobressalto assombroso. "O que é que vem a ser isto, Alex?", disse eu, recorrendo malabaristicamente à 3ª pessoa do singular. Pois bem, nesse momento tudo se tornou claro. Recuei aos meus 2, 3 anos e vi um petiz na banheira, brincando com a sua, já prometedora, pilinha. Nisto, noto uma expressão de regozijo infantil que não percebo. Será que está a pensar na sua casa dos pinipons? Estará ele a sonhar acordado com o bonzão do lorenzo lamas? Poderá ser isto, uma demonstração de satisfação por...por...por estar a fazer um belo chichi na banheira??? Sem me deixar terminar o pensamento, o piqueno, lançasse num mergulho arriscado que lhe custa meia litrada de água. De água?

Questões...

... parvas que ocuparam o meu pensamento durante uns minutos à frente do espelho enquanto lavava os dentes:
Será que as máquinas para perder peso da TV Shop funcionam minimamente?
Como é que eu ficaria de bigode?
Como funcionam os métodos de implantação capilar?
Qual o nome que devo dar ao 17º pêlo que me nasceu no peito?
Será boa ideia construir uma estante para livros na casa de banho?
Porque é que tenho uma caixa de trifene 200 no meio dos meus medicamentos?
Porque é que tenho umas 4 escovas de dentes em uso e todas elas novas?
Qual é o período de validade dos preservativos?

segunda-feira, 9 de março de 2009

Lei de Lemmings

[Depois de beber quase 4 litros de água]
Os litros de água que um investment banker bebe por dia são inversamente proporcionais à motivação que tem no trabalho.

Futebol português

Muito se tem teorizado em relação ao futebol português. Como sabemos o estado em que se encontra não é dos melhores e muitas têm sido as sugestões para contrariar essa situação. Há quem diga que existe uma clara falta de credibilidade no sistema e portanto é urgente introduzir novas tecnologias na arbitragem. Outros apontam um maior rigor na Liga em relação à definição e implementação rigorosa de orçamentos para impedir situações de salários em atraso. Eu vou mais por uma solução mais imediata e que melhoraria em muito os ânimos na nossa liga. A minha sugestão é colocar imediatamente uma equipa de Castelo Branco na primeira liga. Seria tal a excitação dos comentadores ao poderem usar o termo albicastrenses a torto e a direito que todos os problemas seriam ofuscados pela frescura que este termo imprimiria ao panorama futebolistico nacional. Há roubos de igreja, sim senhor. Há mau futebol, pois que há. Há velhas irritantes a cantarolar nas bancadas, pois sim. Que se lixe tudo. "Hoje pela turma albicastrence, alinham..."

sexta-feira, 6 de março de 2009

Assunto sério

Pessoal, bem sei que muitas vezes escrevo coisas com piada ou pelo menos com esse objectivo, mas desta feita vou falar muito a sério. Tenho visto algo em rapazes da nossa geração que me apoquenta de sobremaneira. O sintoma mais visível é a dicotomia vocal. Consiste em estar a falar em tom normal com um colega de trabalho, por exemplo, atender o telemovel e de repente a voz transforma-se repentinamente numa ladaínha melosa com a particularidade de usar e abusar dos diminuitivos. Podem-me dizer que este sintoma é antes uma táctica tipo encantador de serpentes. Em vez da flauta, usa-se a voz. A serpente é a constante. Cá para mim é larilisse aguda. Medo, medo, medo. Respeita-se uma mulher tratando-a de forma elevada, atendendo à sua sensibilidade, dando resposta às suas necessidades. Não é com uma voz de educadora de infância dos 1 aos 3 meses. Portanto e voltando à minha conclusão: ou o rapaz padece mesmo de uma enfermidade de dicotomia vocal ou é uma libelinha de primeira água ou é mesmo um parolo que pensa que é assim que se respeita uma mulher. De qualquer das formas, o mais provável é ser ele a apanhar no lombo quando o Benfica perde.

Temas que realmente importam!

Quero aqui lançar um dos temas mais fracturantes da nossa sociedade: o direito inegável de um homem participar pelo uma vez na vida num menage à trois com duas loiras giras, boas, com uma elasticidade fora do vulgar e com muito amor para dar.

Comecemos por definir menage à trois: na minha concepção é inegável que no trio se encontrem sempre pelo menos duas raparigas, terá que haver contacto permanente entre todos os elementos e é permitido ao homem (caso haja algum) telefonar a meio a todos os seus amigos, conhecidos e outros contactos que tenha (e.g. serviço de táxis e apoio sapo adsl) a exigir que o tratem por “mestre” durante pelo menos 4 anos.

A verdade é que os caros leitores deste soberbo âmago de disparate, também apelidado de blog, nos questionam muitas vezes:“Vós que sois tão sábios e vividos, que conselhos nos dão para participarmos num?”. Deixo aqui as respostas mais correntes :
Alex: “Paguem!”;
Cx: “Pela minha própria experiência, só sei se uma das pessoas for meio feia e sem um dente à frente e a outra um amigo especial…” [acrescento aqui que segundo a própria definição o que este rapaz andou a fazer é pecado e não constitui o título de menage a 3, porque apesar de o próprio se parecer um bocado com a Betty Feia, só um dos elementos era do sexo feminino - e ainda residem dúvidas]; e
Lemmings: “Não sei muito bem. O mais perto que estive disso foi no infantário quando tinha uns 7 meses e dormi entre duas amigas e estávamos, ao que consta, só de fralda.”

A terminar esta introdução queria lançar um pensamento: Um menage a 3 é uma óptima forma de conhecer raparigas.

Finalizo com algumas perguntas para o nosso painel: É permitido ter um Ma3 com namoradas e amigas delas? Se a nossa senhora não quiser ter um e nós tivermos essa hipótese, terá ela razões para nos impedir? Se juntas as raparigas pesarem mais de 100 quilos quereremos nós ir em frente? O que fariam vós para participar num?

Será?

Tenho de partilhar isto convosco. Há muito que ando a matutar nesta questão. Será que os gatunos, assumidamente amigos do alheio, quando vão a sair de casa ou estacionam o carro trancam tudo muito bem trancadinho, pensando "epá, deixa-me cá fechar bem isto...é que anda aí uma bandidagem do piorio..."

quinta-feira, 5 de março de 2009

28 anos mais 1 dia

Hoje acordei e pensei: "que valente erecção, sim senhores! Epá, será que isto tem alguma ligação com o sonho que incluía o Serifo, ex-Leça?". Enfim. Acordar com uma exclamação e uma interrogação é uma overdose de pontuações gramaticais que não interessa nem ao Deus menino e por isso mudei de tema.

Pus-me a pensar no facto de ser tarde demais para mim. Como sabem a carreira de um jogador de futebol conhece o auge nos 26, 27 anos. A partir daí é sempre a cair. Ora eu tive lesionado no joelho ( e ainda estou) durante essa idade. Tive apenas 2 ou 3 meses (nos 26) em que joguei e deixei atónito o mundo do futebol. Quanta classe! Quanta azelhice, dirão os meus detractores! Não ouviram o Sócrates? O botabaixismo não nos leva a lado nenhum! Os meus passes, ao menos, levam a um lançamento lateral a favor do adversário. Ah, pois é! Tomem e embrulhem! E pronto, era isto que tinha para dizer. Perdi o meu timing para dar o salto. Resta-me apostar tudo no scrabble ou no jogo da glória.

Lições de democracia

Ontem, enquanto confecionava um belo repasto, assistia a um programa da SIC que antecede o telejornal. Não estou certo, mas parece-me que se chama opinião pública. Ás tantas, no meio do processo delicado que é fazer um bom refugado, começa uma peça em que são entrevistadas pessoas na rua para tecerem comentários sobre o estado governativo do nosso país. Não estava muito atento, mas presumo que estaria incluído no contexto da crise que vivemos. Acto contínuo ao acabar de rectificar os temperos, um transeunte começa a dissertar sobre o que seria uma verdadeira democracia e como o nosso país seria governada de forma superior. Segundo ele, todos os partidos políticos deveriam ter o mesmo peso na Assembleia. Isto de uns terem mais deputados que outros é uma tremenda injustiça que urge corrigir. Caí em mim! Tanto a comida como a nossa democracia precisam de mais picante. Na comida, uma malagueta, na democracia esta sugestão. Qualquer proposta que ponha o MRPP, o PND e o PPM em pé de igualdade com os demais partidos é imediatamente digno de um forte aplauso.

quarta-feira, 4 de março de 2009

O Alex faz anos, parabéns ao Alex...

... e toma lá uma prenda!

Parabéns ao Alex!

Como é do conhecimento de todos, hoje faço anos. Desde cartas, mails, sms, "vai bugiar", já recebi de tudo um pouco. É bom fazer anos...até aos 25. Vinte e oito começa a ser preocupante. Sendo os 29 um domingo à noite que antecede a inevitável segunda, eu já estou no domingo à tarde e isso é aborrecido. Estes aniversários já não são recebidos com aquele entusiasmo juvenil, mas mais como um momento de introspecção. Pode-se dizer que é aquele dia em que se analisa o estado da nação. Como foi o passado, o que tenho feito no presente e o que perspectivamos para o futuro. Estou mesmo a pensar redigir um discurso sobre mim.

"Dirijo-me a todos quantos sempre acreditaram em mim. Aqueles que na presença do meu primeiro berro disseram sem hesitações "ai, que menina tão fofinha!". Aos que, assistindo incrédulos ao meu primeiro chichi, exclamaram "com mil diabos, esta miuda faz chichi de forma esquisita". A todos quantos sempre acreditaram que eu teria todas as condições de beber muita cerveja e arrotar condignamente, apesar do primeiro arroto ter sido farto em leite azedo a escorrer pelo babygrow. Aqueles que disseram imediatamente que eu seria um pessoa extremamente concentrada naquilo que faria, bastando terem visto a forma como ficava estático a olhar para o vazio sem me deixar importunar por qualquer foco de desconcentração e dessa forma construía valentes amontoados de poo-poo dignos de figurar em qualquer almanaque subordinado ao tema. Áquela cigana que uma vez terá dito para a minha mãe que eu iria deixar muitas mulheres sem dormir. Ainda hoje, a altas horas da noite, percorro a lista telefónica para cumprir à risca esse desígnio. Á minha professora da primária que no primeiro dia de aulas e enquanto nos mostrava as instalações me concedeu um valente puxão de orelhas por estar na conversa com uma miuda. Foi a minha primeira vez. Queria agradecer igualmente aos meus pais por escolherem para primeiro desporto que eu pratiquei, a ginástica. Questiono-me se nessa altura ainda estariam convencidos que eu era uma menina. Agradeço igualmente a todos os colegas de trabalho do meu pai por terem sido sempre inexcedíveis nos conselhos sobre mulheres. Nem o facto de eu ter 5 ou 6 anos de idade os deteve. Revelaram-se uns excelentes formadores. Acho que por volta dos 8 anos estaria perfeitamente habilitado para ser actor porno. Agradeço acima de tudo a todos os meus amigos que nunca me negaram companhia para "mais uma" mesmo que estivessemos ambos numa valeta a falar sobre o cultivo da beringela ou a discutir acerrimamente "tu é que és o maior"..."não, tu é que és"..."dá-me cá essas bochechas meu diabrete"..."venham daí esses ossos para um valente xi-xiu coração".

Palminhas!Palminhas!Palminhas!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Gatunagem

Todos sem excepção podemos ser vítimas de assaltos. Sem nada o prever chegamos ao carro e falta o rádio, a casa e não temos televisão ao bolso e falta-nos a carteira. Pode acontecer. No entanto podemos sempre reduzir os riscos de assalto. Colocamos o carro em sítios iluminados e tiramos o rádio. Fechamos a casa com todos os trinco e baixamos os estores. Não metemos a carteira no bolso de trás das calças. Muito pior é a minha situação. Minha e de muitas outras pessoas. Sabemos de um gatuno de primeira àgua que hoje vai a nossa casa. Já o conhecemos de longa data e sabemos bem do que ele é capaz de fazer. Um verdadeiro mestre. Sabemos inclusivé a que horas vai atacar e ainda assim nada podemos fazer para o parar. Bem que podemos gritar a todos que vem lá o Lucílio, que nada o demove. Ele tem um trabalhinho para cumprir e cumpri-lo-á com todo o gosto. A única coisa que podemos fazer é limpar a casa toda e não deixar absolutamente nenhuma ponta solta em que ele possa pegar.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Sinais do tempo

Muito boa gente gosta de ir beber umas jolas a seguir aos jogos da bola.
Pela minha parte, e pelo menos nos últimos meses, tenho passado os rescaldos das minhas partidas na companhia de outras pomadas.

TVI 24

Luzes! Câmaras! Sangue a jorrar, profanações de cadaveres a rodos, violência doméstica a pontapés (literalmente), relações incestuosas, padres abusados por beatas.

Como sabem o sentimento de segurança tem muito a ver com a percepção que fazemos da realidade. Se nã0 temos conhecimento de casos violentos temos tendência a andar mais tranquilos e descontraídos. Sentimo-nos seguros. Dito isto, avanço que já comprei 2 caçadeiras de canos cerrados, uma carabina de longo alcance, minas anti-pessoais, um caniche, uma catana, 3 machados, uma fisga, um boomerang e uma besta. Estou armado até aos dentes!

Uma das coisas curiosas neste projecto é que me parece uma réplica da SIC Notícias. Se virem bem tem o mesmo tipo de programas. Debates frente-a-frente, um programa de desporto com 3 tipos de cada clube, um programa tipo expresso da meia noite, além das habituais rubricas de notícias. O que me lembrei imediatamente que soube do canal foi num programa de análise da semana à semelhança do que faz o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa. Se um professor de direito pode opinar sobre futebol, economia, moda, política, religião, etc, acho que o Rocco Siffredi, conceituado actor porno, poderia muito bem fazer um programa do género. Com a grande vantagem de no final em vez que livros poderia analisar mulheres. "Já marchou num jardim de Moscavide", "Tem varizes nas pernas", "Adorei", "Não trocaria por um sunday", "É boa, pena a cera nos ouvidos", "Tem pêlos no peito", "Relincha"...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Carnaval - Parte 2

Neste Carnaval aconteceu-me algo de único. Ainda não recuperei do choque e dúvido que o farei a breve trecho. De cerveja em riste e passeando pelas ruelas do Bairro Alto fui ostensivamente apalpado nos tintins. E se isso não é digno de referência, ser apalpado nos tintins e ver a prevaricadora, em acto contínuo, fazer "pó-pó!!!" tipo campaínha de camião já é algo digno de nota. O que me indigna é que este episódio aconteceu no Carnaval e com a histeria dos homens em vestir-se de mulher, nunca vou saber se afinal não foi um labrego a afagar-me as bolas. Estou portanto numa indefinição aflitiva. Devo estar de sorriso aberto ou sufocar em agonia? Agora imaginem que se trataria de um gajo. Tendo feito "pó-pó!!!" enquanto me chocalhava a tomatada, pode muito bem tratar-se de um camionista de profissão. A simples possibilidade de ter sido apalpado por um condutor da Luís e Simões, vestido de Joaninha, é um vexame insuportável. Para o ano vou vestir-me de guarda-redes de hoquei em patins...os camionistas bem que podem apalpar à vontade que não vão chegar nem perto das bolinhas e a única recompensa que podem esperar é uma stickada na moleirinha.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Terror

Há quem tenha medo do escuro, pânico em locais fechados, terror por plasticina, há quem fique petrificado por bichinhos de contas e há também quem morra de medo por alturas. Para além de confessar um puro terror por todos os personagens do Sitio do Picapau Amarelo (sobretudo a Cuca), tenho ainda um medo superior que é ver a minha bexiga rebentar. Sempre me afligiu estar à rasquinha e imaginar a pobre a explodir mesmo nas minhas barbas. É verdade que sempre me acalmou pensar que todo o sistema urinário se assemelha a uma barragem. Antes de rebentar toda a parede, o dique cede. Concordemos que ainda que humilhante, um xixi pelas calças é preferível a mil pedaços de bexiga a esvoaçar. Por longos tempos vivi descansado, até há uns dias. Num episódio da Anatomia de Grey (sem comentários) um rapaz preso num bocado de cimento é hidratado constantemente até que alguém se lembra que a bexiga do infeliz pode rebentar a qualquer momento! É verdade que uma série em que uma personagem tem relações sexuais com uma outra que está morta e não não é necrofilia, a personagem está morta mas aparece sob a forma de fantasma, não é credível por aí além, mas ainda assim não páro de pensar. Será que um dia não abuso da sorte? Qual será a capacidade do meu depósito? Será que se a minha bexiga rebentar e um pouco do seu suco salpicar uma papoila seremos papás de um Obué? Raios partam! Acabaram-se os meus dias de paz...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Carnaval - Parte 1

Da janela do meu posto de trabalho, enquanto tento ver gajas a pavonear-se lá fora, sou atropelado no meu angulo de visão por uma mamã com a sua filhota vestida de Branca de Neve. Daí deambulo por pensamentos cruzados. Garanto-vos que nenhum dos quais poderá levar-me a cumprir 5 a 10 anos de cadeia. Estava antes a pensar no que farei com os meus filhotes em relação a adereços carnavalescos. Mais uma vez, nada que me leve para a choldra. A conclusão a que cheguei é que vou fazer questão de os vestir a rigor para a época. Não passará um carnaval sem que eles tenham uma fatiota bem catita. Isto pelo menos até eu ter forças para os obrigar. Podem dizer que é ridículo pôr os miudos com trajes de Noddys e Shreks e o que mais. Pois eu acgo exactamente o mesmo. Será a minha arma na velhice. Podem vir gozar-me por fazer o chichi numa fralda ou não ter uma erecção há 5 anos (atenção, isto quando tiver 95 anos), podem inclusivé tirar de esforço por me babar compulsivamente enquanto tento ingerir um boião de papa, pois que aí sacarei da minha arma secreta. "Olha filhote, tu vestido de borboleta e nesta de joaninha, mas o meu favorito és tu vestido de pequeno poney". Posto isto, ou acabo definitivamente com as piadinhas dos petizes ou o meu rabiosque vai conhecer pessoalmente cada degrau da escadaria do metro do Rato.

Amor - Ódio

Guião típico de uma comédia romântica: um homem e uma mulher odeiam-se de morte por qualquer razão, durante dias passam o tempo a vociferar impropérios sobre o outro, digladiam-se uma vez mais e quando parece que vai haver porrada da grossa, abraçam-se e lambuçam-se à grande. Ora, porque é que venho falar nisto? Pois bem, como sabem, amanhã é dia de derby SCP - SLB. Não deixo de pensar que a maior parte dos sportinguistas e portistas no fundo adoram o Benfica. Tudo bate certo.

Ponto 1: Odeiam o Benfica. Quando se fala do Benfica, os olhos enchem-se de raiva e acumula-se espuma nos cantos da boca.

Ponto 2: Só pensam no Benfica. Por exemplo, sai uma estatística sobre o número de adeptos de clubes de futebol. Pois em vez de analisarem o número de adeptos do próprio clube, só se preocupam em apontar que o Benfica só tem 2,9 milhões. Saiem os resultados do clube, o que é importante é a comparação com o SLB e que "têm menos passivo???", marcam um golo contra a equipa que for e o que é que cantam? SLB, SLB, SLB...Se virem bem os programas de debate desportivo têm como único tema de conversa o Benfica.

Ponto 3: Tu que estás a ler isto e não és do Benfica, se neste momento estiveres a espumar da boca e com ódio a transbordar por eu ter considerado a hipótese de seres um grande benfiquista, então comprova-se a minha teoria. Na comédia romântica o mesmo se passa quando um amigo atira a possibilidade de tanto rancor ser, no fundo, puro amor. Amor-Ódio.

Grrrrrr

Sou só eu, ou o modo de andar que algumas pessoas usam que consiste em arrastar os pés é do mais irritante que pode haver? É daquelas coisas inexplicáveis que me pôe os nervos em franja! Quase tanto quanto chegar ao frigorífico e verificar que só há 20 cervejas no fresco e pior, não estão geladas porque "alguém" baixou o nível de refrigeração para..grrrr....poupar energia?! Epá se for preciso eu leio à luz de velas, abdico do PC, deixo de utilizar o micro-ondas, mas por amor do santissimo senhor, NÂO ME BAIXEM O NÍVEL DE FRIO DO FRIGORÍFICO!!!!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Em busca da Felicidade

Se porventura o caro leitor está intrigado em saber se a Felicidade é uma gaja bem gostosa, então, com o devido respeito, terei de o considerar um valente sem vergonha e obstinado por boa chencha. Em coerência, terei igualmente do o tratar por colega.

A felicidade de que vos quero falar é aquela intangível, que procuramos incessantemente, embora nem sempre de uma forma racional. Mais dificil se torna essa busca, quando não fazemos ideia do que nos faz realmente felizes. Daí existirem supostos gurus da felicidade que enriquecem à custa de pessoas perdidas, por assim dizer. Podemos dizer que estes gurus se equivalem a GPS da felicidade. "Vire à direita nessa esquina, aborde essa moça elegante. Não, não é esse moço com base e rimel, é mesmo a moça da banca de flores. Convide-a para sair. Recomponha-se dessa bofetada e volte ao moço que parece ser uma rota garantida...".

Para mim o problema de muita gente é que, sentindo-se infelizes, procuram a felicidade suprema e enterna. Um castelo, um principe/princesa, campos verdejantes, o Benfica a ganhar sempre pelo menos por 5-0, enfim, o céu na terra. Ora a felicidade até é bastante simples de atingir, assim o queiramos. Não a felicidade eterna, coisa que não acredito existir, mas a felicidade imediata e que nos abrilhanta o dia. Será que existe momento mais feliz que sair do trabalho, ir em total correria pelo passeio, esgueirarmo-nos violentamente entre transeuntes, fazer condutores aplicarem travões a fundo quando atravessamos estradas à "paposseco", entrar na estação e lançarmo-nos em voo para dentro do comboio, vendo a porta fechar-me atrás de nós. Dentro do comboio deliramos de felicidade. E irmos atrasados para algum evento e ver o metro aproximar-se e a porta abrir-se exactamente no local onde decidimos apostar a nossa sorte? E estar no comboio cheio de sono e safarmo-nos aqueles parasitas conversadores que nos roubam o descanso dos justos? E ir a correr para o autocarro, ver que já partiu, entrar em desespero e o condutor pára e acena-nos para entrar? De facto podemos mesmo ser felizes. E não é preciso grandes feitos dignos de contos de fadas. Basta um passe combinado Lisboa Viva.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Conflitos

Nestes últimos dias tenho enfrentado um forte desafio ao meu sangue frio. Tenho andado em conversas e discussões profissionais com uma dama mais velha que está envolvida no mesmo processo que eu e tem sido... epa, um exercício de paciência. De facto, vou-me conformar à realidade de que sou mesmo um menino de coro. A simpatia e a cordialidade são-me tão naturais como a fome a meio da manhã ou o sono à noite. Tipo biológico. E é por isso que o meu choque com esta dama é muito forte. Ela é o género de pessoa com a arrogância e a antipatia tão entranhadas no âmago do seu ser, que me gera um misto de sentimentos: por um lado sei que me apetece mandá-la ir-se foder, mas por outro lado sei que é justamente disso que ela precisa e não lhe desejo essa sorte.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Hoje acordei com esta...

... estão a pensar que ia falar de uma miuda muito gira, ginasta e com algum estrabismo...

Porque hoje é sexta feira, porque todos nós estamos "in love" por qualquer coisa e porque estou com saudades dos fins de semana em que vos maravilhava com a minha bela voz, aqui fica uma canção para os pombinhos:

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O fascinante mundo das notícias

Eu ainda estava de olhos semi-abertos a percorrer as notícias da manhã no google reader, quando a minha atenção foi desviada para o seguinte título:
"Jogador que fez sexo no relvado queria o número 69"

No entanto o que realmente me partiu todo foi o sub-título que me aparecia no reader:
"Mas não deixam"

Desafio o mundo a encontrar um título mais inocentemente engraçado!

PS - Aqui está o link para a notícia

All by myself

Alto! Antes de criarem falsas expectativas, aviso já que não vou dissertar sobre o génio criativo da Celine, nem tão pouco se trata de um post sobre qualquer tipo de trabalhos "manuais". Escusam de estar que não vou gritar: "Sim, eu toco-me no banho!". Nada disso.

Estava no trabalho a pensar, como é óbvio, em beber copos. E se é verdade que certo dia, antes de um exame da faculdade fui ao cinema sozinho (para espanto de muita gente...ao que parece o cinema tem de ser uma experiência colectiva), a verdade é que nunca fui para um bar beber copos sem companhia. É verdade que já o fiz em casa. A certa altura fiquei com uma companhia inesperada. Ainda hoje não sei onde se meteu a lula gigante. Terá saído para comprar cigarros e olha, foi para nunca mais. O que é facto é que por cá não existe muito a tradição de ir para um boteco beber sem companhia. Nos EUA isso é bastante usual. Estamos a anos luz dessa cultura. Um dia estando em casa a fazer um puzzle das bandeiras de todos os países do mundo, digo para mim próprio: "nem é tarde nem é cedo Alex, é hoje que vais para a pilantrice sozinho. E nisto pego nas perninhas e ala que não sou coxo para uma taberna algures. Se a altas horas da noite receberem um telefonema meu é porque a experiência não é assim tão boa e preciso de companhia...ou então acabaram-se-me os trocos e ainda falta beber a abaladiça...

Dia dos namorados

É com o coração em aperto que vos falo. Se a próxima sexta é daquelas malandrecas que apostou na casa 13, muito pior é o dia que se segue. Dia 14, dia dos namorados! A combinação do dia dos namorados com a crise económico-financeira actual pode ditar o colapso total dos alicerces da sociedade ocidental. Se é verdade que podemos deixar de pagar a casa, a conta da luz, água, telefone, comida, até de cerveja, o que é certo é que não podemos deixar de comprar um presente maravilhoso para a nossa cara metade. Maravilhoso? Tomara não ser recebido como reles ou mediocre. A mim basta-me um sorriso amarelo e um "tão querido". Tão pouco me importo de ir despejar os restos do jantar e encontrar um objecto exactamente igual ao que ofereci horas antes. Basta-me não abrir uma frente de batalha que não posso ganhar. A fraqueza masculina pouco pode contra o orgulho feminino. Deus no alto da sua sabedoria fez os homens fortes e peludos e as mulheres frageis e...peludas, algumas. No entanto fez-nos dependentes dos nossos desejos carnais e portanto dependentes das mulheres. Se durante tempos era possível convencer as mulheres à paulada, hoje em dia a coisa está mais dificil. Tarefa ardilosa esta de agradar às mulheres! Estou convencido que muitos gays só se tornaram gays, não por terem grande afinidade por pilinhas, mas por estarem fartos de levar com presentes nos dentes, sobretudo relógios de parede ou aparadores para a sala de estar. Aborrece qualquer um receber em troca de um presente, uma estadia forçada do Hospital de Santa Maria. Dizem que os tempos de crise apelam à criatividade. Falar é fácil. Já pensei em oferecer uma viagem. Com a crise, só pode ser para uma pessoa e só de ida. "É a crise, querida!". "São 6 meses de abstinência, querido!" Embrulha! Acho que vou reviver os tempos de primária. Faço uma carta em que digo "amo-te muito!" e depois coloco "também me amas?" e em vez das opções costumeiras: "Sim", "Não" ou "Talvez", coloco "Amo-te ao ponto de ir já buscar umas cervejinhas bem frescas e umas pevides e deixar-te ver sossegado a habitual sessão contínua de futebol de sábado à tarde", "Detesto-te ao ponto de me ir já embora daqui e deixar-te a ver a sessão contínua de futebol, sozinho", "Talvez te ame, mas só te digo depois de veres bem descansado a sessão de futebol...até te vou buscar umas cervejinhas enquanto esperas pela minha resposta definitiva". Depois disto escrevo um poema bem catita e já está. A intenção conta muito, vos digo. É por isso que respeitarei a intenção dela de me negar 6 meses a fio. Vou ter de fazer muito gelo, mas desde que possa assistir descansado às inúmeras sessões contínuas que a Sport tv tem para me oferecer, tudo bem. Nem sempre se pode ter tudo e um Benfica - Olivais e Moscavide em infantis é daquelas maravilhas que não se pode perder.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O lince ibérico

Notícia do DN de dia 10/Fev/2009:


"Lince-ibérico é campeão sexual entre os felinos"
"em 48 horas, copula 80 vezes. Metade desse tempo reserva-o para dormir"


Agora imaginem que esses dois dias calhavam exactamente nos fatídicos dias do mês da lince fêmea ou que ela diria algo como "hoje não que me dói a cabeça e pelo andar da carruagem amanhã tambem não me parece".

Pergunta, não tendo os linces um polegar oponível, como é que eles resolvem a situação?

Um dia num bairro típico de Lisboa

Começo as minhas dissertações por dizer que hoje foi um bom dia.
Infelizmente ainda não foi hoje que conheci a Rachel Bilson, comi o “melhor bolo de chocolate do mundo” nem sequer consegui o autógrafo dessa lenda do ataque futebolístico que é o Toninho Metralha.
Tal tem sido a tristeza da minha vida que foi uma sexagenária que à hora de almoço me colocou um sorriso na cara. Não que me tenha devorado como se não houvesse amanhã [infelizmente, acrescento eu, porque alguém com a idade do Cx deve ter muito para me ensinar], simplesmente dirigiu um comentário para um puto parvo que o desarmou completamente. O comentário foi tão básico como chamá-lo de “artolas” e acrescentando mesmo que se tratava de um “verdadeiro pirata” e de um “pateta armado em paspalho”.
Também eu vou tentar usar mais vezes palavras que caíram em desuso sem qualquer fundamento como lorpa, bronco, mongo e tolo, e vou começar já hoje no jogo semanal de futebol…

Via Verde

A dramática história da sobrevivência de um pintor de interiores após um fatídico acidente em que uma lata de tinta verde lhe inunda a vista.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Eu é mais bolos...

... mas confesso que me deixei seduzir pelo cheiro a farturas, de modos que cá estou, orgulhoso por integrar este projecto e ligeiramente esperançado que também haja churros com recheio de chocolate.

Vamos a isto malta!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Farturas&Rabanadas

Ora vivam! Desde já agradeço a vossa comparência e entusiasmo (meia dúzia de palavras e já estou no campo do delírio). Espero que apreciem as minhas profundas reflexões metafísicas, assim eu tenha um acesso de clarividência para tal. De amigo vos digo, não alimentem grandes expectativas.

Neste momento, ou já não estão a ler isto, sintoma de que ainda estão na posse de algumas das vossas faculdades mentais, ou então estão a questionar-se sobre o nome do blog. Admito ter acabado de negligenciar a possibilidade de estarem a pensar no resultado do Freamunde – Sanjoanense de 1987. As minhas desculpas por isso. Para desfazer algumas dúvidas pertinentes estou inclusive a pensar colocar umas FAQs algures. Estejam descansados que incluirei a óbvia “Alex, qual a receita para te orgulhares de ostentar um pénis de 40 cm?”, bem como “Qual o segredo do professor Bambo”. Pois bem a resposta a ambas será absolutamente a mesma: aldrabice! O professor Bambo não passa de um charlatão e o meu pénis tem 47 cm, segundo a última auditoria genital.

Mas afinal porquê “Farturas e Rabanadas”? Depois de uma extensa lista de possibilidades, entendi ser este o mais aerodinâmico ou assim. Ponderei bastante. Levei, com certeza, 30 segundos a pensar neste tema. Trinta segundos, porque como bem sabem, os homens pensam em sexo de 30 em 30 segundos e não tardou a invadir-me o pensamento 3 ginastas bielorrussas sedentas por mostrar os seus dotes acrobatas, as valentes danadas, quando se põem aos pinotes nas barras paralelas...ui! Devo referir que não foi uma decisão fácil. Quase tão difícil quanto escolher entre o papel higiénico com fantasminhas ou com chiuauas. Custou-me, mas tive inclusive de abdicar do nome “Oh larilas”. É uma expressão encantadora, mas temi que defraudasse muita gente. Imaginei a desilusão de um pobre fã do Avô Cantigas ao ver que o google o encaminhou para este blog e não encontra qualquer foto de gorilas de tanga banhados a óleo de jojoba. E, meus amigos, se há coisa que não me agrada, é desiludir os meus caros. Posso até avançar, que me desagrada quase tanto quanto escrever no google (outra vez o google!) “cabritas bicéfalas avantajadas” e ser-me devolvido um site sobre “Melhor engodo para a pesca do achigã”. Doi.

Bem sei que não esclareci absolutamente nada acerca da razão do nome do blog. Azares! Se querem respostas vão ao wikipedia ou então consultem o Borda d’água de Novembro de 1971. Julgo não me enganar se disser que o livro dos Porquês vos possa eventualmente dar alguma pista nesta matéria.

Prometo todas as semanas escrever qualquer coisa. Sei que isso vos fará saborear melhor cada dia ou talvez vos vá fazer saborear aquele azedo de quem arrota e é surpreendido por um ensopado de borrego ansioso por voltar a ver a luz do dia. De qualquer forma, sejam muito bem-vindos e participem, ainda que seja para dizer que são fãs das “Navegantes da Lua” ou para jurar que a bimby faz melhor pasteis de bacalhau que a dona Deolinda do 5º esquerdo.