sexta-feira, 29 de maio de 2009

Pessoas idiotas, para não dizer outra coisa...

Um individuo, o qual passarei a chamar de Idiota Miguel Panisgas, esteve a chagar-me a cabeça durante 3 horas para eu fazer uma coisa que já devia estar feita dias atrás (não por mim). Ora lá tratei do que era necessário, e no fim já não podia ouvi-lo falar.

No dia seguinte o Idiota Miguel Panisgas entra na casa de banho quando eu estava a lavar os dentes. A casa de banho é pequena, com um urinol mesmo ao lado do lavatório (sim é estupido) e uma pequena divisória com sanita. Ora as pessoas normais que vão urinar quando encontram outra pessoa no lavatório ou no urinol entram para a divisória. Mas não o Idiota Panisgas. Ele decide fazer conversa comigo, pedindo-me desculpa pela pressão do dia anterior, enquanto eu lavo os dentes e ele está a mijar ao meu lado. Ora o que este panilas, que não tem a minima confiança comigo e nem do meu departamento sequer é, queria?

Há panilas, idiotas, burros e inconvenientes. Descobri que existe a combinação de todos.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Dá que pensar...

Não sou muito dado a teorias conspirativas. É muito estreita a linha que separa a loucura da clarividência. E se há coisa que não me apraz ser é clarividente. "Olha, lá vai o clarividente!". Nah, antes louco, sempre passa uma ideia de genialidade. Isto tudo para dizer que acho convictamente que existe uma forte domínio feminista no mundo, porque me parece claro que não foram os homens a ter a ideia que se segue. É tão bem orquestrada que passa a sua ideologia sem que ninguém note. Reparem que a nossa sociedade é cada vez mais aberta e tolerante em tantas matérias. Casamento homossexual, orientação religiosa, militância política, pró-vida/pró-escolha, eutanásia, etc. Tudo se discute abertamente. Não sei se terei razão, mas parece-me que não existe grande contestação em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Uns não entendem, outros acham abjecto, são a favor, ignoram, não têm opinião, mas no fim "cada um sabe de si e desde que não se metam na minha vida, tudo bem". No entanto, em relação à poligamia, nem um minuto de direito de antena. Não existirão muitos homens adeptos desta "modalidade"? Não seria bom comer de vez em quando "massa" em vez de passar anos a fio a comer "arroz"? E se pudesse fazer-se uma alimentação variada como é recomendável? Nada. Em relação a esta temática nem uma discussão de café. Não acham um bocado estranho? Está enraizado. A ideologia passou, entranhou-se. Reparem que existe vida no planeta há uns 65 milhões de anos, "humanos" há pelo menos 1 milhão de anos. Sempre houve poligamia. De repente, há uns 4000 anos ou menos começou a ser imposta a monogamia e assim ficámos. Progresso? Pergunto-me qual será o argumento por detrás da imposição da monogamia. Um homem que quer casar com outro homem é um cidadão exemplar, um que quer ter 4 mulheres é um vadio, um bandalho. Estranho.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Parkinsonfobia

Não sei se estou a ser prudente ou simplesmente otário - é há que ver que nem sempre é fácil destrinçar as duas coisas, basta ver o exemplo do usar capacete a andart de bicicleta - mas deixei-me convencer por um fartureiro e rabanadeiro que usar o rato do computador com a mão esquerda ajuda a prevenir Parkinson.

E aí está: usar o rato do computador com a mão esquerda, check!
Mas pergunto: Não bastava ter de ir à natação por causa das costas? Usar ténis com solas ergonómicas por causa das plantas dos pés? Comer peixinho assado por causa do colestrol? Abdicar da masturbação por causa dos pêlos nas palmas das mãos (e cegueira e as chamas do inferno, etc.)? A prudência a que me obriga a vida moderna ainda me requer fazer malabarismos com o rato?!
Diacho...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Conceitos económicos

Top de Sinergias Positivas da semana:
- Uso de tops por senhoras giras e magrinhas
- Chefe ir de férias
- (suposição) Marido da chefe passar mais tempo em casa
- Ler o jornal desportivo do vizinho temporário no metro
- Passagem de modelos de roupa interior nas Amoreiras

Boletim Meteorológico

O Verão chegou às Amoreiras, facto que muito me satisfaz!

Preliminares

Acredito piamente que para algumas mulheres, andar às compras arrastando o coitado do companheiro é uma forma sado de preliminares.

Ahhh!!!

Como muitos de vós, licenciei-me em Economia. Arrogantemente, julgava conhecer genericamente todos os conceitos financeiros. Afinal não passo de um fanfarrão que nada sabe sobre métricas empresariais. Felizmente tenho muitos jornalistas, comentadores, entre outros, para me mostrarem como se deve realmente avaliar uma instituição. O tamanho do passivo. É muito simples: quanto maior o passivo mais mal gerida a instituição é. Veja-se o caso dos clubes de futebol. O SLB é claramente o clube mais mal gerido porque tem um passivo maior(o facto de se usarem perímetros de consolidação a gosto também não ajuda nada na comparação, mas enfim). É o que passa na imprensa e eu acredito em tudo o que a nossa idónea e independente imprensa nos noticía. Foi por isso com grande desânimo que tive de falar com a minha piquena a explicar-lhe que a nossa situação é do mais precária que existe. Resolvi então passar pela Avenida da Liberdade. Abeirei-me de um sem abrigo e perguntei-lhe qual o montante de dívidas que possuía. 1,45€ de 3 pacotes de tinto, respondeu-me ele. Pois bem, minha cara, nós temos uma hipoteca estratósfericamente superior aos 1,45€ deste abastado concidadão. Passámos a tarde a pedir dicas a este guru da gestão e aprendemos muito. Já comprámos inclusivé uns papelões e estamos a juntar jornais para os dias de frio. Passámos bons momentos. Foi a galhofa total quando lancei "então e o passivo do Berardo?". Por isso meus caros, haja optimismo.A nossa dívida acumulada é brutalmente inferior à de países como os EUA ou a maior parte dos países da Europa, o que significa, portanto, que somos um país maravilhosamente bem gerido em termos comparativos.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Marketing Directo

Já que nada mais resulta vou tentar ser o mais directo possível:
- Ladies, o Lemmings é um bom moço e dava no mínimo um namorado satisfaz menos.

Nota 1: As nossas excelsas leitoras têm o direito (quase o dever) de testar, comprovar, relatar e publicitar esta ideia.

Nota 2: Eventuais insatisfações relativamente à qualidade dos serviços prestados não dão direito a devoluções, desistências, devoluções ou punições de qualquer tipo.

Preparação para uma pandemia

Estou a preparar-me para a eventualidade de surgir uma pandemia nos próximos tempos:

Este fim de semana comprei 200 rolos de papel higiénico lá para casa (suficiente para uns meses);
Tenho uns 50 dvds que ainda não vi (suficiente para uma semana);
Tenho uns 3 preservativos (suficiente para pelo menos 4 anos);
Tenho atum, massa, arroz, fruta enlatada, salsichas e bolachas (suficientes para alimentar 2 pessoas durante 3 a 4 meses);
Tenho para mais de 10 livros, 50 revistas e 30 hiper disneys para ler.

Falta:
Comprar fósforos, uma espingarda, sabonetes, arranjar companhia e aprender linguagem morse.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Voz ao consumidor

Sou completamente contra o livro de reclamações. Acho muito bem que se possa reclamar. Acho muito bem que exista uma forma de o fazer. Acho muito mal que seja por escrito da forma que é. Ora uma pessoa está extremamente irritada porque chegou a casa e a boneca insuflável apresenta uma cara de tristeza e não a expectável cara de espanto e depois tem de preencher um formulário e usar de palavreado correcto para expressar a indignação. Na minha opinião devia haver a reclamação audio. Podia ser um microgravador em que aí pudessemos dizer o que nos vai na alma. Desta forma dava para perceber os diferentes graus de insatisfação e o cliente ficaria muito mais satisfeito. Nada melhor que poder reclamar dizendo: "Sua cambada de lorpas! Vocezes queriam era levar uma carga de porrada pela tromba, meus canalhas! Atão vender-me uma boneca só com metade das funcionalidades??? Um tipo despe-se e a boneca está a olhar para nós com cara de tristeza, como que decepcionada com o seu dono! Valentes maltrapilhos me sairam!".

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Futebol Manager

Hoje em dia já não tenho muito tempo para isso, mas quando estudava adorava jogar CM (agora FM). Passava horas e horas a procurar jogadores que se enquadrassem na minha estrutura táctica, estudava todas as estatísticas dos adversários e delirava a cada jogo como se de um jogo real se tratasse. Este jogo contribuiu para que tivesse uma melhor leitura de um jogo de futebol porque me obrigava a pensar em todas as vertentes do mesmo e em formas de melhorar a minha equipa. Aprendi muito neste jogo. Foi por isso que fiquei terrivelmente chocado quando a jogar com um amigo, ele escolheu logo 3 equipas, retirou os melhores jogadores para uma e sacou-lhe o dinheiro todo. Sabia ainda de uma batota para ter árbitros "simpáticos" e sabia mais umas manhas para controlar a comunicação social e assim ter os sócios do lado dele. Disse-lhe que jogava o jogo pelo desafio e dificuldade e que assim não tinha piada absolutamente nenhuma. Ele respondeu-me que tinha muita piada ganhar e que, sendo esse o objectivo do jogo, valia tudo para o fazer. Eu disse-lhe que assim estava a assumir a sua incompetência para vencer o jogo apenas pelo mérito e valia técnico-táctica. Ele respondeu-me que eu podia sempre usar as mesmas armas. Não o fiz. Achei convictamente que, pelas dificuldades que já tinha passado no jogo (em oposição ao meu adversário), estava em condições de o vencer apesar de tudo. Estava pronto para lhe ensinar uma lição: os valores da honestidade iriam imperar sobre a manhosice. Perdi. Perdi o jogo, mas no fim do dia estava satisfeito comigo. Nada podia corromper os meus valores. Perdi, mas saí do jogo de cabeça erguida, mais do que o meu opositor poderia fazer, apesar da vitória. No dia seguinte, quando se gabasse perante os nossos amigos, seria descoberto e alvo de desprezo por todos. Estava enganado. No dia seguinte eu é que fui gozado e enxovalhado por não ter usado os mesmos "truques". Um choninhas, segundo eles. Confesso que é muito dificil andar numa auto-estrada em que todos os outros condutores andam em sentido contrário, mesmo sabendo que não sou eu que estou errado. É dificil, mas é o acertado. É por isso que estou a pensar voltar a jogar FM e anseio por voltar a jogar contra "manhosos". Algum dia irei ganhar e quando isso acontecer, será uma verdadeira vitória. Uma vitória com um V dos grandes. Uma vitória que não vejo acontecer há tanto, tanto tempo. Tenho de voltar a jogar FM.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

É de homem...

Bem sei que poderei ser mal entendido, mas pouco me importa: eu sou machista. Machista não no sentido de achar as mulheres inferiores a que nível for. Muito pelo contrário. Respeito-as e, mais não fosse, encantam-me pelos seus seios e formas curvilineas. Machista, porque acho que é o dever de cada homem proteger e mimar as mulheres e nunca o oposto. Machista porque acho que os homens devem sempre deixar as mulheres passar à frente, que devemos sempre pagar a conta do jantar e carregar com os sacos das compras. É isto define os homens. Além de adorar futebol e seios, pois claro. Se virem bem são já poucos os redutos que nos tornam sigulares. Elas bebem, fumam, conduzem, trabalham tanto e tão bem como nós. É por isso que acho absolutamente essencial a minha forma de machismo. Não só porque nos afirma enquanto homens, mas sobretudo porque o faz com a total concordância das mulheres (sim, porque em relação a ver futebol e beber bejecas, infelizmente, não podemos dizer o mesmo). Há outro redudo que me parece pertencer-nos. Andar à porrada. Sem razão, com razão, porque sim ou porque não. Nós gostamos e praticamos a porrada. Quem não aprecia jogar às 3 quedas? É por isso que me afligiu muito ver na capa do 24 horas que o Nuno Guerreiro foi agredido pelo namorado. Ora agora se andarmos à porrada corremos o risco de ver uma velhinha passar por nós na rua e pensar "Olha, outro infeliz que levou no toutiço do namorado". Longe vão os bons velhos tempos em que um olho negro e um hematoma no queixo eram sinónimo de masculinidade.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Um artigo interessante

Nos states está tudo de pernas para o ar. Resta o humor.

"REMAINING U.S. CEOs MAKE A BREAK FOR IT
Band of Roving Chief Executives Spotted Miles from Mexican Border

El Paso, Texas (Reuters) — Unwilling to wait for their eventual indictments, the 10,000 remaining CEOs of public U.S. companies made a break for it yesterday, heading for the Mexican border, plundering towns and villages along the way, and writing the entire rampage off as a marketing expense.

Calling themselves the CEOnistas, the chief executives were first spotted last night along the Rio Grande River near Quemado, where they bought each of the town's 320 residents by borrowing against pension fund gains. By late this morning, the CEOnistas had arbitrarily inflated Quemado's population to 960, and declared a 200 percent profit for the fiscal second quarter.

This morning, the outlaws bought the city of Waco, transferred its underperforming areas to a private partnership, and sent a bill to California for $4.5 billion.

Law enforcement officials and disgruntled shareholders riding posse were noticeably frustrated.

"First of all, they're very hard to find because they always stand behind their numbers, and the numbers keep shifting," said posse spokesman Dean Levitt. "And every time we yell 'Stop in the name of the shareholders!', they refer us to investor relations. I've been on the phone all d*** morning."

"YOU'LL NEVER AUDIT ME ALIVE!"

The pursuers said they have had some success, however, by preying on a common executive weakness. "Last night we caught about 24 of them by disguising one of our female officers as a CNBC anchor Maria Bartolomo," said U.S. Border Patrol spokesperson Janet Lewis. "It was like moths to a flame."

Also, teams of agents have been using high-powered listening devices to scan the plains for telltale sounds of the CEOnistas. "Most of the time we just hear leaves rustling or cattle flicking their tails," said Lewis, "but occasionally we'll pick up someone saying, 'I was totally out of the loop on that.'"

Among former and current CEOs apprehended with this method were GM's Rick Wagoner, Chrysler's Robert Nardell, Bear Stern's James Cayne, Merril's john Thain and Stan O'Neal, Citigroup's Chuck Prince, Lehman's Dick Fuld, Joseph Nacchio of Qwest, Joseph Berardino of Arthur Andersen, and every Global Crossing CEO since 1997. "

http://www.marketwatch.com/news/story/stressed-banks-get-30-days/story.aspx?guid=%7BBB6490E6%2DE619%2D4E48%2D949D%2DB13B2C7FC03D%7D&dist=TQP_Mod_mktwN

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Porque não custa nada pedir

Se és a actriz que faz de Izzie Stevens na série Grey's Anatomy e gostares de rapazes sem pelos no peito, sem dinheiro e sem carro, deixa o teu telemovel na caixa de comentários. Eu prometo que tento esquecer o facto de seres meio gordita e concentro-me nos teus grandes ... olhos.

Dúvida existencial

Homem que é homem pode ver a "grey's anatomy"?

Parvoíces

Há gajos parvos e há gajos que apostaram 10 euros (só porque dei uma probabilidade de 10*1) como o Porto não ganha o campeonato. É o início do mealheiro para o meu lamborghinizinho.

Vergonha

Envergonho-me por esta semana ainda não ter feito nenhum menage com duas russas.
Isto sim é uma ideia inovadora e realmente útil.
Não estamos fartos de ouvir "vamos comprar cortinas" ou "nunca me compras presentes" ou ainda o clássico "Não me amas. Se me amasses levavas-me num veleiro à volta do mundo" (que até seria uma optima ideia não tivesse eu que ir também...)?
Assim elas ficam ocupadas, deixando-nos em paz, e ainda por cima praticam as actividades com que realmente se deveriam preocupar.

Nota de agradecimento ao "god of hellfire" por me ter mostrado o video.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Cansado, eu? Nããããã

Se o mundo é uma ostra e eu de certeza não sou uma pérola, quem é que me vai comer?

Filosofias baratas

Se pudesse controlar o que sonhava preferia estar a dormir...
A vida real só é preferível ao imaginário se for para ser vivida como um sonho. Se assim não fôr mais vale adormecer.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sou o maior!

Haverá coisa mais engraçada neste nosso mundo que os tipos que se acham e passam a vida a tentar demonstrar que são os maiores? Houve tempos em que me revoltava com estes especimes que passam a vida a levar a melhor, agora acho-lhe piada. São caricaturas de si mesmos.

No fundo não é difícil impor-se num terreno fértil de ignorância. Vou para o meio de agricultores e falo-lhes de teoria quântica. Abeiro-me de uns informáticos e falo-lhes de gajas. Infiltro-me num grupo de miudas e falo-lhe de regras de trânsito. Assim é muito fácil.

Tenho percebido que estes tipos são astutos, ainda que palermas. Antes de se porem a vender a sua suposta sapiência certificam-se da natureza do auditório, não vá alguém mostrar a fraude que eles são. Usam de uma linguagem agressiva e segura. Sabem que uma aldrabice dita com convicção passa a verdade universal no meio certo.

No ginásio há pelo menos 2 tipos desta índole. Cada um deve perceber a jogada do outro, mas nestas andanças da chico-espertice é melhor um pacto de não-agressão. Um confronto só traria a desgraça a ambos. E assim dizem todas as parvoices bacocas e populismos disparatados com uma limpeza digna de um Vapocleaner Titanio 2000. Por vezes não resisto a tirar os fones para assistir ao espectáculo. Não resisto a colocar um sorriso inigmático. Eles pensam que é de concordância e continuam. Eu assisto deliciado e escondo o meu dicionário sorriso-chico espertês que poderia ser aquela onda impiedosa para tão belas construções de areia.