Hoje fui consultar o termo técnico para uma fobia particular. Como habitual abri o google, e dos resultados da pesquisa escolhi o wikipédia. Defrontei-me com uma listagem de fobias que nunca imaginei existirem... e tenho sérias dúvidas sobre os mesmos. (In wikipédia we don't trust)
Alguns exemplos (começados por A):
Ablutofobia - medo de tomar banho (A.K.A. Rastafaris)
Aerofobia - medo de ventos, engolir ar ou aspirar substâncias tóxicas (????)
Aeronausifobia - medo de vomitar quando viaja de avião
Afobia - medo da falta de fobias (preso por se ter cão e preso por não se ter)
Aletrorofobia - medo de galinhas (TV)
Anuptafobia - medo de ficar solteiro
Androfobia - medo de homens (sempre ouvi dizer cobardolas, mas agora vou começar dizer "olha-me este androfóbico")
Ataxofobia - medo de desordem (A.K.A. Mulheres)
Autofobia - medo de si mesmo (HULK?)
Azinofobia - medo de ser agredido pelos pais (aaaah, então era isto de que eu sofria quando era puto....)
sexta-feira, 26 de junho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Supersticioso eu? Não, que isso dá azar!
Até onde vai a irracionalidade humana? Da minha parte vai até ao ponto de achar convictamente que o Jesus nos vai levar ao título. Para muitas pessoas vai ao ponto de achar que uma tesoura aberta ou passar por baixo de um escadote é mau agoiro. Como escrevi à tempos em relação a expressões figurativas, acho fascinante como se formam estas, vamos pôr nestes termos, idiotices. Um tipo deixa uma tesoura aberta na secretária, tenta fazer um golpe de wrestling apesar dos repetidos avisos para não tentar qualquer daqueles golpes em casa, enfeixa-se numa estante e coleciona alguns hematomas e escoriações. No dia seguinte conta a história no trabalho: "...epá deixar a tesoura aberta é que me tramou...dá cá um azarucho..." E assim começa um fenómeno imparável de palermice. Num outro dia um colega desse tipo sai de casa sem chapéu de chuva e apanha uma valente molha. "Irra, não devia ter deixado a tesoura aberta...afinal é mesmo verdade!" Quem diria, chuva em pleno Abril. O que acho curioso é que supostamente o azar é um fenómeno intemporal, mas que é supostamente despoletado por objectos contemporâneos. Estão uns bichanos muitos sossegados a pastar e esventrar outros bichanos, vem um meteorito desembestado, atinge a terra e extingui-os. Que eu saiba nenhum triceratop deixou uma tesoura aberta ou nenhum velocireptor deixou um chapéu de chuva aberto na sua gruta. Ainda assim podemos dizer que, com toda a infinitude do universo, vir um meterorito colidir com um pontinho insignificante desse universo foi um valente galo (olha uma daquelas expressões). Não deixa de ser curioso que muitas pessoas afirmam claramente não ser supersticiosas, mas depois evitam acções que são apontadas como imans de azar. Está um escadote aberto no caminho. É mais directo passar por baixo, mas também não custa muito passar ao lado. Como se, mesmo passando ao lado, não pudessemos ir na rua e passar-nos um camião TIR pelo lombo. Irra, que imagem medonha. Então até à próxima que vou mas é bater 3 vezes em madeira...nunca se sabe!
terça-feira, 9 de junho de 2009
3,2,1...catchbummmm
Meus caros, finalmente sou cliente Meo...acho. A Zon é formidável para quem adora desvendar enigmas relacionadas com o não funcionamento dos serviços, mas para o comum dos mortais que apenas quer ver um Freamunde-Louletano descansado, é para lá de cócó. Daí ter ligado para me instalarem o Meo em minha casa. Entra-me hoje em casa um técnico, abre-me a central electrica/telecomunicações e pôe-se a cortar fios, ligar fios, tirar chips, colocar chips, tirar caixinhas, pôr caixinhas, ora espera que vou à central a Sacavém, ora é só mais um bocadinho que vou ver na central do edifício. Para um entendido isto pode parecer apenas rotina, mas para mim ninguém me tira da cabeça que não tenho o serviço Meo, mas sim uma bomba nuclear em minha casa pronta a explodir a um toque menos prudente no comando da tv. No meio de todas as explicações altamente profissionais sobre as funcionalidades da tv e sobre a magnífica velocidade e estabilidade da internet, não podia pagar de me questionar qual foi afinal o raio do fio que ele disse que era vital na instalação, o azul ou o vermelho???
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Vão pentear macacos!
Vivo fascinado por expressões figurativas. Sim, não são só seios e ancas serpenteantes que preenchem a minha lista de fascínios. Bem sei que neste momento deverão estar a questionar-se o que tanto me encanta em determinadas expressões para as pôr ao nível de mamilos. Permitam que me explique. Tomem como exemplo a expressão "está frio para burro". Ora, quem é que terá criado esta expressão, quando e em que circunstâncias? Será que estava um aldeão no quentinho da lareira e ao ver um burro na rua com estalactites de gelo a pender-lhe do nariz exclamou "está frio para burro"? Ou será que estava um lampião a ver um jogo e quando estava a comentar que estava frio, o Di Maria pegou na bola e rematou de meio campo "está frio para...burro!!!". E o que explica a sua longevidade? Estou a imaginar, no mesmo dia da criação dessa expressão, um concelho de anciões a discutir a melhor forma de qualificar o estado do tempo. "Bom, a temperatura apresenta um nível bastante baixo, gélido até." "Podemos dizer que atravessamos uma fase marcadamente glaciar." "Enfim, está frescote!". "Olhem lá e porque é que não utilizamos a expressão do Tonho Matateu, está frio para burro!". Silêncio. Mais silêncio. Alguns sussurros. Ovação. E assim ficou. Não sei se já fizeram este exercício, mas sempre que ouço uma expressão deste género explico-a mentalmente. Como fiz por escrito sobre o frio para burro. É bastante divertido. Quase tanto como estar intermitentemente a retirar uma chupeta a um bebé e vê-lo berrar em desespero. Como esta, há imensas expressões (o título do post) que qualificam certas situações, mas que literalmente não têm sentido absolutamente nenhum. Ainda assim perduraram e nós adoramos usá-las. Fascinante!
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